Have at you!

Um jogo de RPG tem vários componentes indispensáveis: você vai precisar de dados, vai precisar de mais pessoas pra jogar com você, vai precisar do manual básico de regras – do sistema que foi escolhido – e, principalmente, vai precisar de um Mestre (ou narrador, como preferir). O mestre nada mais é do que um jogador que vai contar a história.

O mestre precisa conhecer o sistema a fundo para poder criar as “aventuras” vividas. Cabe a ele colocar os desafios no nível em que o grupo possa superar, porém, é importante saber dosar: superar não quer dizer fácil demais. Ele deve se preparar para envolver todos os personagens, tentar trabalhar a história de cada um, nos momentos que os jogadores consideram importantes do passado de seus personagens, realmente o sejam na história do jogo. Além disso, cabe ao mestre criar aquele vilão que será a pedra no sapato do grupo,  fazer com que ele seja tão memoravel quanto os personagens dos jogadores.

Se pegarmos tudo isso, teremos apenas a parte de preparação, ou seja, a parte onde o mestre senta com seus livros e apronta a aventura, ou pelo menos, a base para ela. Após essas muitas horas de preparação, algumas horas de stress e talvez algumas horas sem dormir é que chega a derradeira hora: a hora de jogar sua aventura e torcer para os jogadores gostarem. É nessa hora, em que o jogo está correndo, que o mestre precisa envolver o grupo no assunto, fazer com que eles se sintam naquele ambiente e, principalmente, estar preparado para modificar tudo o que estava preparado para o caso do grupo decidir seguir por um caminho totalmente oposto ao que ele tinha determinado na preparação.

E mesmo após todo esse trabalho, mesmo quando da tudo certo, são raras as vezes em que pelo menos um dos jogadores comenta a aventura, diz que ela foi boa ali na mesma hora. O mestre normalmente vai receber o “pagamento” pelo seu esforço durante o jogo se ele também estiver se divertindo (e se não estiver, confie em mim você não nasceu para mestrar) e muito tempo depois quando, em uma roda de conversa, alguém se lembrar da sua aventura e contá-la com empolgação para outros jogadores. Mas uma coisa é certo, nada deixa um mestre mais orgulhoso do que, após um jogo com iniciantes um deles lhe dizer que realmente se sentiu na atmosfera da história, que realmente via o que estava acontecendo, é ai que todo o tempo de preparação vale a pena.

Se você está pensando em se tornar mestre, tenha em mente que não é uma tarefa das mais fáceis, principalmente para os iniciantes, mas o fato de que o jogo está em suas mãos, de que a diversão daqueles jogadores é sua obrigação e que muito provavelmente você será lembrado durante um longo tempo por aquelas horas de jogo. Com certeza, vale cada hora perdida na prepação da aventura e, lógico, em cada pastilha para dor de garganta que você irá usar após mestrar em um evento barulhento.

Drugue tem muito orgulho de ser mestre a 7 anos!