Lançada em 2009, a série é uma criação em conjunto da roteirista Diablo Cody (ganhadora do Oscar 2008 com Juno) e da produtora DreamWorks (do nosso titio Steven Spielberg). Nos EUA, “Tara” conquistou fãs e sua audiência dobrava de tamanho a cada episódio, passando a barreira de 2 milhões de telespectadores, em um único dia.

A série contém 12 episódios e relata o drama de Tara (Tony Collette), esposa e mãe de dois filhos, que tem transtorno dissociativo de identidade – popularmente conhecida como Múltiplas Personalidades -, e quando Tara resolve parar de tomar seus remédios, para descobrir a principal causa de sua doença, os outros alters (pessoas) dela retornam imediatamente.

São eles: Alice, uma devota dona de casa e católica ao extremo; T., uma revoltada adolescente que só quer transar; Buck, um veterano da guerra do Vietnã e machão.

O que mais me chamou a atenção nesta série, além da perfeita atuação de Tony Collette, é que ela retrata a vida de uma família, como se fossem uma família verdadeira, na vida real. Max (John Corbett), marido de Tara, é sempre preocupado e sabe tratar cada personalidade de um modo único, ironizando suas falas, tirando do telespectador boas risadas.

Temos também os dois filhos de Tara: Kate (Brie Larson) uma garota de 16 anos revoltada, que me lembra um tanto a T., que fica incomodada quando sua mãe está em outras personalidades; e Marshall (Keir Gilchrist), sensível e bondoso e Nerd, ele se mostra uma peça importante no decorrer da série.

Cada membro de família tem sua peculiaridade, sua interpretação, e é isso que deixa a série mais interessante, eles tentam mostrar como uma família pode ter seus problemas, mas sempre sabendo resolve-los, juntos, um apoiando o outro.

Temos que destacar o brilhante trabalho de Tony Collette. Com um simples fechar de olhos, a atriz consegue ‘desligar’ de seu papel e, literalmente, encorporar o alter para o episódio. Seu cabelo muda, suas roupas, mas o impressionante é sua maneira de atuar. O olhar, a postura corporal e a maneira como Tony fala faz o espectador pular na cadeira de emoção, seja na pele da certinha Alice, na desbocada T., ou como homem em Buck.

No final de cada episódio, você fica em dúvida: se ri, chora, ou surta junto. É um excelente drama, com pitadas de comédia, que fazem de “United States of Tara” uma grande série, ao lado mesmo dos consagrados House, Dexter e The Big Bang Theory, na prateleira de casa.

Kell está recuperando o tempo perdido e assistindo tudo quanto é série e anime. Oh Yeah.