Já estamos cansados de ver filmes de guerra, combates aéreos, com invasões americanas nos países europeus e, principalmente, sobre o Vietnã. Se formos contar a respeito do Nazismo então, são inúmeros os títulos disponíveis no mercado, mas um me chamou a atenção: O Menino do Pijama Listrado.

Como falar sobre um assunto tão repetido de uma maneira diferente? De um olhar diferente? A história se passa no meio da Segunda Guerra Mundial, em uma Alemanha Nazista, com um elenco um tanto ‘carismático’ para um filme tão pesado. Bruno é um menino de 8 anos que sempre viveu em Berlim, brincando com seus amigos, filho de uma dona de casa (Vera Farmiga) protetora, irmão de Gretel – adolescente de 12 anos – e filho de um General Nazi, interpretado por David Thewlis (eterno Remo Lupin, de Harry Potter).

Durante todo o filme vemos a ingenuidade de Bruno perante a guerra, como se ela estivesse no plano de fundo do filme, apenas como um cenário para a história a ser contada. Dentro de uma Berlim ainda intacta, ele descobre que o pai conquistou uma patente maior no exército e irá se mudar para o interior do país. Mesmo não tendo uma atuação brilhante, o menino consegue nos chamar a atenção pelo seu carisma e sua vontade de explorar a nova casa.
Sua curiosidade faz com que o filme tenha ritmo e corra junto ao espectador, levando-o ao menino de pijama listrado. Pela janela de seu quarto, Bruno vê uma ‘fazenda’ vizinha com trabalhadores. Intrigado, ele sai de casa para procurar o local, encontra uma cerca elétrica e diversas pessoas usando roupas velhas, sujas, listradas e identificadas com um número. Próximo a cerca, um menino careca se esconde dos guardas, descansando atrás de um pilha de materiais. Ingênuo, Bruno faz amizade com o menino – Shmuel – sem saber que ali era um campo de concentração de judeus. Neste momento, lembramos que a guerra está ali, do outro lado de uma cerca, ou até mesmo dentro de nossas casas.
O desenrolar da história até seu ápice final fazem de “O Menino do Pijama Listrado” um filme novo sobre uma temática antiga, e já batida. O que nos prende é a forma como a história é contada, aos olhos de duas crianças que não ligam para a guerra, apenas querem brincar, mesmo com suas diferenças de etnias. Provas assim, criam lágrimas no espectador, e mais ainda, criam fortes laços de amizade que duram uma vida.

Leo Luz reconhece o valor de uma eterna amizade.

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