No último sábado, dia 27 de março de 2010, Leo e eu fomos dar uma pequena volta na cidade grande, vulgo, São Paulo. Apreciar o ar poluído do Tiête, e sentir o calor humano da galera na Santa Efigênia.

Depois de um pequeno passeio na muvuca de 3 horas e eu me sentir a pessoa mais feliz do mundo com a minha nova placa de vídeo, pegamos o destino para zona norte de São Paulo… íamos visitar a casa do Flávio F. Soarez (Tio Flávio, para os íntimos) e da Camila. Sim, o Flávio é o cara rabugento de língua presa do Papo de Gordo e criador do blog A Vida com Logan.

O motivo de nossa visita? Muito simples: conhecer os filhinhos dele, Logan de 5 anos e Max de apenas 2 meses.

Almoçamos rapidamente e ficamos esperando o nosso gordinho favorito ir nos buscar, no Shopping Santana.

Logo ao entrar no carro, percebi o quanto meus olhinhos brilhavam, observando atentamente ao loirinho Logan. Comecei a pensar muitas coisas, enquanto ele olhava pra mim, sorria e deitava a cabeça no meu braço.

Uma das coisas que pensei é como alguém pode ter medo de uma criança com Síndrome de Down. Pois é, muitas pessoas têm medo ou aversão, fala como se fosse contagioso ou coisa do tipo. Odeio esse tipo de gente, com cabeça fechada. De toda a forma, eu me senti incrivelmente bem perto do pequenino, a alegria que ele transmitia, mesmo morrendo de sono, é maravilhosa.

Ao chegarmos na casa do Tio Flávio, encontramos Camila, esposa dele, segurando o Max… que coisinha pequena mais linda! 2 meses e tão cheio de vida.

Não sei se foi a melhor parte do meu dia, mas com certeza foi quando eu me senti mais boba: eu entreguei um presente pro Logan. Não era nenhuma data de aniversário ou coisa assim, mas íamos conhece-lo finalmente, não queria simplesmente de mãos abanando. O que compramos? Uma maleta de pintar do Batman, por que não? Vamos incluir o menino no mundo dos nerds desde cedo! Hahahaha. A cara dele foi demais, olhava para o pai e gritava como se ele tivesse ganhado na mega-sena!

Todo o resto do dia se baseou nisso: risadas do Logan, choros e mamadeiras do Max, uma torta de carne fabulosa do Tio Flávio, DVD do Cocoricó, conversas e mais risadas…

Voltando pra casa de noite, fiquei viajando em meus pensamentos. Como alguém pode ser tão preconceituosa a ponto de discriminar uma criança com Síndrome de Down? Eles são tão humanos quanto eu ou você! – se você não veio de outro planeta. O que fazem deles “especiais”, como as pessoas gostam de chamá-las? Nada. São apenas seres-humanos, conquistando seu espaço no mundo e no coração de cada um ao seu redor. Afinal, ser diferente, é normal. =)

No sábado, Kell confirmou que o Logan é a prova viva de que as melhores coisas da vida, estão nos pequenos detalhes.