Howdy!

No último fim de semana fui conferir (em 2D mesmo) o novo trabalho do cineasta Tim Burton, o tal “Alice no País das Maravilhas”. Apesar de ser um filme cheio de falhas, ele entretem bastante e vale o ingresso.

A trama do filme mostra Alice (Mia Wasikowska) com 19 anos e prestes a se casar com um jovem lorde inglês – que causa a Alice, na pior das hipóteses, indiferença. Mas quando ela vê um estranho coelho branco (voz de Michael Sheen) com um relógio no meio dos arbustos, ela decide seguí-lo e vai parar mais uma vez, no País das Maravilhas, que na verdade é conhecido como Mundo Subterrâneo (Underland). Lá, Alice descobre que os habitantes estão oprimidos pelo domínio da Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter) e, para poder acabar com isso, Alice terá que matar o dragão Jaguadarte, no dia Frabulento, com a Espada Vorpal.

Ela também contará com aliados importantes como o Chapeleiro (Johnny Depp), Bayard, o cão (voz de Timothy Spall) e a doce Rainha Branca (Anne Hathaway – encantadora), irmã da Rainha Vermelha. O único problema é que Alice não se lembra de ter estado lá antes, e os habitantes do Mundo Subterrâneo duvidam da identidade de Alice, questionando se ela é a “Alice certa”.

A direção de Tim Burton é econômica no filme. Aqui pouco se nota as bizarrices típicas do diretor, no roteiro escrito por Linda Woolverton (de A Bela e a Fera, O Rei Leão, Mulan). Algumas marcas da obra de Burton estão lá, como a palidez dos personagens, os cenários expressionistas, e as atuações deliciosamente bizarras de Johnny Depp, Helena Bonham Carter e Crispin Glover, que interpreta o Valete de Copas.

Mia Wasikowska faz um trabalho apenas correto como Alice. O roteiro não ajuda muito ao determinar que TODOS os passos de Alice estão pré-determinados, como se fosse uma profecia, portanto não sobra muito para a atriz fazer uma composição de personagem mais detalhada.  E Johnny Depp surge divertido como o Chapeleiro, mas é sabotado pelo fraco roteiro, que não dá quase função nenhuma para o personagem. A direção de Burton apesar de belíssima no visual e nos detalhes de cena é prejudicada pelo roteiro esquemático, mostrando uma preocupação da Disney em dar uma “freada” no cineasta, que nos presenteou com A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, Batman, Edward Mãos de Tesoura e Os Fantasmas se Divertem.

Alice no País das Maravilhas pode não ser uma maravilha (tu-dum-tiss), mas está bem longe de ser um filme ruim. Apesar do roteiro marromeno é um filme que prende a atenção e certamente agradará tanto adultos como crianças. E convenhamos, essa  sempre foi a meta da Disney. O que estragou mesmo foi todo o hype gerado pelos nomes Tim Burton e Johnny Depp.  Ganha facinho uma nota 8.

GuValente quer saber o que um corvo e uma escrivaninha tem em comum.