Howdy!

No momento que começo a escrever este post, acabei de ler o terceiro volume da série 30 Dias de Noite, criada pelo roteirista Steve Niles. Originalmente, a ideia do argumento do roteiro de 30 Dias de Noite seria para apresentar a executivos de cinema. Mas, com a recusa de todos, Niles recrutou o ótimo ilustrador Ben Templesmith para transformar sua ideia em uma minissérie em quadrinhos.

O que Niles tinha em mente era no mínimo, interessante: o que aconteceria se vampiros ficassem soltos em meio a uma cidadezinha onde o sol não brilha por 30 dias? O roteirista explorou a situação da única forma que lhe parecia possível: com muito sangue, gore e imagens apavorantes.

A primeira série, entitulada apenas “30 Dias de Noite” e publicada no Brasil pela Devir Livraria, conta a historia de Barrow, cidadezinha que fica no estado do Alasca, EUA. O inverno está chegando e com ele, 30 dias de escuridão total. O personagem principal é o xerife Eben Olemaun e sua mulher, Stella, também policial. Eles e toda a população de Barrow são pegos de surpresa pelo ataque de um exército de vampiros bestiais e muito famintos. O que vemos no gibi é uma imagem pertubadora atrás da outra, e destaco a imagem de uma cabeça humana em um espeto e uma garotinha vampira devorando o pescoço de um pobre transeunte. Imagens que já apareceram em muitos filmes de terror, mas a arte de Templesmith, aliadas ao roteiro afiado e preciso de Niles, contribuem para a sensação de pavor que o gibi se propõe a mostrar.

A continuação, “Dias Sombrios”, mostra a luta de uma pessoa que sobreviveu ao ataque a Barrow em formar um pequeno esquadrão para tentar convencer as pessoas de que os vampiros existem, e acabar com a existência deles. A história troca Barrow pela ensolarada Los Angeles, que surge aqui tão ameaçadora quando a brancura do Alasca. Aqui, Niles também constrói uma trama mais elaborada, com traições e revelações interessantes e um final que, apesar de um pouco previsível, fica melhor ainda com as pinturas (sim, eu disse pinturas e não ilustrações) de Ben Templesmith.

Em “Retorno a Barrow”, mini que recebeu indicações ao Eisner Awards (Oscar dos quadrinhos), acompanhamos a história do irmão de umas das vítimas mostradas na primeira série. Brian Kitka ocupa o posto de xerife, e junto com os habitantes da cidadezinha, traça um plano de defesa contra os vampiros, que decidiram voltar a Barrow para atacar mais uma vez no inverno. A guerra entre os humanos e vampiros é mostrada com bastante energia e é quase  possível ouvir os tiros disparados entre cada mini-exército. Na minha opinião, é o melhor das três séries e traz um final inesperado e enigmático, com pontas soltas que podem ser respondidas no spin-off “30 Dias de Noite – Eben e Stella”.

Mas como eu sou um nerd que não foi agraciado com o dom de fazer nascer dinheiro do chão, ainda não comprei “Eben e Stella”, mas assim que comprar publicarei uma resenha para complementar.

Apenas digo que “30 Dias de Noite” é uma leitura revigorante em tempos de vampiros que brilham no sol e não gostam de morder humanos.  Se encontrarem para comprar, não hesitem. O filme lançado em 2007 não faz justiça a esta série que é uma joia rara nos quadrinhos de terror. Nota máxima aos 3 volumes!

GuValente quer saber o que Bram Stoker teria a dizer sobre os vampiros atuais…