Howdy!

Essa semana por algum motivo que nem me lembro mais, decidi me afundar em todos os gibis do Batman que possuo aqui em casa. São poucos, mas selecionados a dedo por este ser. Sem mais delongas, vamos ao meu top 5 das melhores graphic novels do Batman! (Também, eu só tenho esses 5 gibis. Tá bom, 6. Mas um deles só vale uma menção honrosa no fim do texto)

5. Asilo Arkham (1989) – roteiro de Grant Morrison e arte de Dave McKean

Em 1º de abril, o Coringa desafia o Batman a uma volta pelo Asilo Arkham, em troca de libertar os funcionários do asilo mantidos reféns por Coringa e entre os reféns, um quase demente Duas-Caras. Paralelo a isso conhecemos a origem do Asilo e de seu fundador, Amadeus Arkham e sua descida a própria loucura. O texto de Morrison mostra um Batman bastante frágil ao clima do Asilo, e a arte de McKean parece mais um pesadelo do que uma narrativa. Angustiante do começo ao fim, lembra mais um terror psicológico do que uma aventura tradicional do Batman. Só a citação de Alice no País das Maravilhas no começo da narrativa mostra o nível de loucura que veremos em Asilo Arkham.

OBS: A trama deste gibi nada tem a ver com o jogo Arkham Asylum lançado ano passado. >.<

4. Batman Ano Um (1987) – roteiro de Frank Miller e arte de David Mazzuchelli

Como o título bem sugere, acompanhamos o primeiro ano da luta de Batman contra o crime e também a chegada do jovem capitão James Gordon à cidade. Miller mostra uma Gotham City decadente onde o crime reina supremo e absoluto. Foi uma das principais fontes de inspiração para o roteiro de Batman Begins. Vemos Selina Kyle dar os primeiros passos como Mulher-Gato, e aqui plantam-se as sementes do que viria a ser O Longo Dia das Bruxas.

3. O Cavaleiro das Trevas (1986) – roteiro e arte de Frank Miller

Olha o Miller aí de novo gente! Desnecessário dizer sobre o impacto que esta série causou na época certo? Vários anos no futuro, um aposentado Bruce Wayne, agora com 55 anos, volta ao seu manto depois de uma onda de crimes que ameaça Gotham. Paralelo a isso temos novos olhares para o Duas Caras e o Coringa (sempre esses dois hein?), Superman trabalhando para o governo dos EUA e a nova Robin, uma garota de 13 anos chamada Carrie Kelley, que se torna uma parceira à altura do velho Batman. A sacada foda do gibi é mostrar janelinhas parecidas com uma TV, onde membros da imprensa de Gotham comentam os incidentes do gibi e discutem a sanidade de Batman e seus inimigos. Marcou época e até hoje é referência em roteiro e arte de HQs.

2. A Piada Mortal (1989) – roteiro de Alan Moore e arte de Brian Bolland

Um dia muito ruim é o suficiente para levar uma pessoa à insanidade total? Alan Moore tenta responder aqui essa pergunta nesta que é a melhor história do Coringa. Depois de invadir a casa do comissário Gordon, aleijar Barbara Gordon e sequestrar o comissário para levá-lo a um parque de diversões macabro, o Coringa quer provar que mesmo um homem modelo de sanidade pode enlouquecer se levado ao seu limite. Paralelo a isso, acompanhamos a versão de Moore para a origem do Coringa, aqui surgindo trágica e angustiante. O final desta obra é perturbador e interessante, afinal, Bruce Wayne decidiu ser Batman porque teve um dia ruim também, não é mesmo?

1. O Longo Dia das Bruxas (1996 e 1997) – roteiro de Jeph Loeb e arte de Tim Sale

A luta de Batman, do comissário Gordon e de um jovem Harvey Dent contra a máfia de Gotham City, é mostrada com uma atmosfera épica e charmosa, digna de O Poderoso Chefão (o gibi homenageia a série cinematográfica em várias de suas cenas, incluindo aí o primeríssimo quadro da história). Na trama principal, um assassino misterioso está apagando homens da máfia, matando apenas em datas comemorativas, fazendo com que este seja apelidado de “Feriado”. O caso leva os três homens ao seu limite físico e mental, enquanto mantém a promessa que fizeram diante do bat-sinal de não quebrar a lei. O Longo Dia das Bruxas foi uma das principais inspirações para o roteiro do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas e também inspirou alguns elementos de Batman Begins. As subtramas de cada personagem, aliadas a aparições estrelares de vários vilões da galeria do Morcegão e a trama cinematográfica fazem desta a melhor história em quadrinhos de Batman – na opinião deste que vos escreve!

Menção honrosa à coletânea Contos do Demônio por mostrar um Batman heróico, soturno, exercitando seu lado detetive ao máximo, sarcástico e divertido, ainda que de um modo crível e interessante. E não é tão sombrio quanto as histórias mencionadas acima.

GuValente é tão fã de Batman, que acredita-se que sua mãe usava uma camiseta do Morcegão quando dava a luz. O símbolo foi a primeira coisa que viu em vida. Ou pelo menos é o que ele pensa.