“Meu nome é Max Eisenhardt. Se alguém encontrar esta mensagem, eu sinto muito… pois estou morto… e agora o fardo é seu. Conte a minha história a todos que queiram ouvir… e até mesmo a quem não quiser. Por favor. Não deixe que este horror jamais se repita.”


Quem nunca ouviu falar em X-Men? Quem nunca ouviu falar no vilão mutante Magneto e a sua saga contra os humanos? Claro que todos os nerds adoradores de HQ’s em algum momento de sua vida, ouviram falar neste grande personagem, mas aposto que muitos poucos sabem de sua verdadeira história, nunca antes revelada. É isso que Magneto – Testamento vem contar a vocês.

Nesta incrível história, nos deparamos com o adolescente judeu chamado Max Eisenhardt. Ele e sua família vivem momentos terríveis em meio ao Holocausto, mas lutam firmes, fortes e felizes, acreditando por terem uns aos outros. Max frequenta a escola de alemães da sua cidade, é humilhado e o zombam todos os dias, porém tudo isso é compensado – e nada mais importa – quando ele encontra os olhos da menina judia Magda, filha da empregada da escola.

Diante de tanta pressão contra os judeus, Max é obrigado a largar a escola e depois de várias perseguições pela Europa dominada, ele e sua família são capturados e levados a um Campo de Concentração. Max cresce nos campos, onde horrores contra judeus acontecem todos os dias. Ele aprende a se virar e a fugir para roubar comida para seus familiares e, em meio a todo este caos, Max reencontra o grande amor de sua vida. E é ai que parece que tudo está errado.

A HQ traz um ar sombrio, com traços fortes e cores neutras do ilustrador Carmine Di Giandomenico (Homem-Aranha: Noir), destacando a Segunda Guerra Mundial e o sofrimento dos judeus. Com o roteiro impecável de Greg Pak (Planeta Hulk), em certos momentos ficamos com os cabelos da nuca em pé com tamanha descrição da trama e dos acontecimentos, ou então lhe dá um nó na garganta com sofrimento retratado, nos obrigando a engolir o choro.

Confesso que em cada página eu imaginava o personagem surtando completamente e, enfim, se entregando ao seu poder mutante de controlar os metais, matando nazistas e salvando a pessoa que ama, mas não é bem assim que a história é contada. Os quadrinhos retratam a história de uma família completamente normal, a mais humana de todas. Contam também uma história triste de um passado que nunca ouvimos falar, ou nunca demos importância.

Magneto – Testamento não é sobre um mutante e seus poderes devastadores que conhecemos. É apenas sobre a vida de um homem, seus temores, suas paixões e sua vida, completamente perdida nos campos de concentração, que este sim, se tornou o que conhecemos.

Kell adoraria ter o poder mutante de casar com o Leo