Tag Archive: Liam Neeson


[Review] 72 Horas

Nos últimos dias de 2010, Kell e eu aproveitamos a folga no trabalho para curtir um pouco o cinema daqui de Jundiaí. O grande problema foi que não havia sequer um filme da safra fantasia legendado, logo não assistimos Harry Potter, nem Crônicas de Nárnia e nem Tron, o Legado, exatamente porque a dublagem não iria nos agradar. Pois bem, o único – e solitário – filme legendado que havia na hora era 72 Horas, e agradeço desde já que fomos assistir esse suspense de tirar o fôlego, literalmente.

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[Review] Salt

Depois de ter assistido a Trilogia Bourne e Busca Implacável, eu tinha certeza de que seria impossível inventarem mais um filme excelente de espionagem/perseguição. Tinha certeza, de que Matt Damon e Liam Neeson, já tinham mostrado todo o potencial desse tipo de filme. Até que eu ouvir falar de Salt.

Depois de 10 anos sem trabalharem juntos, o diretor e a atriz de Colecionador de Ossos se reencontraram. Angelina Jolie aceitou o papel principal no filme de Phillip Noyce, e embarca numa trama de ação e espionagem que deixaria qualquer Bond Girl de queixo caído.

Sinopse: Em um dia qualquer de trabalho, um desertor soviético é capturado pela CIA, alegando que haverá um atentado em Nova York e, ninguém menos que Salt irá entrevistá-lo. Ele fala que um espião russo, mais conhecido como KA-12, e até então, uma lenda nos EUA, será o atirador do atentado. O nome desse espião: Evelyn Salt. É então que começa uma jornada interminável e uma corrida contra o tempo para a personagem provar sua inocência e encontrar seu marido que está desaparecido.

Os atores: Não preciso falar muito de Angelina Jolie, interpretando Salt. Esbanjando sensualidade até quando está sem maquiagem, consegue por a prova todo o seu potencial adquirido já em Tomb Raider. Temos também no elenco Liev Schreiber (mais conhecido como o mutante Dentes de Sabre, no filme do Wolverine) fazendo o amigo de trabalho Ted Winter. Chiwetel Ejiofor (de 2012), como Peabody, um agente que trabalha para Winter e é orientado por Salt; além de Daniel Olbrychski, como o russo Orlov.

O filme tem sim, elementos muito clichês, como qualquer bom filme de ação. Claro que já entrei no cinema com esse pensamento… apesar de haver inúmeros filmes desse gênero, gostei muito da história que se desenvolve com a protagonista. Em todo o momento você realmente se pergunta: ‘Quem é Salt? O que ela quer de verdade?’; e a cada minuto você deduz alguma coisa.

Durante o filme, Leo e eu levantamos muitas hipóteses, quase acertamos… quase! E no final de tudo, o filme não revela simplesmente quem é aquela mulher, mas sim lhe dá dicas do por quê está acontecendo tudo aquilo, e nos faz pensar ainda mais. Nos últimos segundos, temos a impressão de que se o filme obtiver um retorno bom, haverá continuações, o que na verdade eu não sei se seria ruim ou não. Salt é praticamente um filme batido, mas convenhamos: Angelina Jolie faz toda a diferença naquela tela!

Kell teve que aguentar piadinhas cretinas de Leo Luz o filme inteiro sobre ‘salt.

[review] Fúria de Titãs

Howdy!

Ridiculamente atrasado em quase 50 dias em relação aos EUA, chega no Brasil o aguardado épico grego e refilmagem do filme de 1981, Fúria de Titãs. O filme tem um visual alucinante e um roteiro com momentos inspirados, mas no final das contas saímos do cinema com uma sensação de filme apressado. Do tipo que os roteiristas queriam colocar tanta coisa em tão pouco tempo que não sobra espaço pra um desenvolvimento melhor dos personagens ou das situações que se apresentam na trama. Esta que muda para melhor alguns elementos do original de 1981, que é um clássico da Sessão da Tarde.

Neste remake, os irmãos Zeus (Liam Neeson), Poseidon (Danny Juston, totalmente mal aproveitado) e Hades (Ralph Fiennes) derrotaram os Titãs com a ajuda do Kraken, criado da carne de Hades, e instituem o governo da Terra no Monte Olimpo (o melhor design do filme). Zeus se tornou o rei dos céus e criou o Homem, cujas preces alimentam a imortalidade dos deuses. Poseidon ficou com o governo dos oceanos e Hades foi enganado por Zeus para governar o submundo, onde planeja uma vingança contra seu irmão. Enquanto isso, na Terra, o jovem pescador Perseu (Sam Worthington) testemunha um grupo de homens derrubando uma estátua de Zeus, declarando guerra contra eles. Hades surge, mata todos os homens e afunda o barco de Perseu, matando sua família. Os homens não mais temem o domínio dos deuses, e quando a rainha de Argos, Cassiopeia compara a beleza de sua filha Andrômeda com a de Afrodite, Hades se enfurece com a insolência da mortal e exige a vida de Andrômeda no próximo eclipse, caso contrário ele mandará o Kraken assolar a cidade de Argos. Nisso, Perseu é identificado por Hades como um semi-deus – depois confirmado pela imortal Io (Gemma Arterton) como filho de Zeus. Perseu e um grupo de homens parte numa jornada para encontrar as bruxas do Estige, pois só elas sabem como matar o Kraken.

É coisa pra c***lho né? Agora tente desenvolver tudo isso num filme de apenas 106 minutos, sendo que 10 minutos vão pros créditos finais? Ta bom, metade da história descrita acima é narrada na introdução por Io, mas mesmo assim a trama tem muita coisa rolando, e para contar essa história, uns bons 140 minutos seriam ótimos. Os personagens são cativantes, mas confesso que eu nem lembro o nome de alguns dos guerreiros que acompanham Perseu nessa jornada, e é ridículo o tempo de tela perdido com dois personagens que se dizem os fodões só pra justificar uma coisinha engraçadinha na última batalha do filme. E os deuses? Pobres coitados! Só Hades e Zeus ganham alguma caracterização, já que Poseidon é relegado a enfeite de cenário com apenas uma fala (“Zeus, nosso irmão diz a verdade.”). Até Apolo ganha uma fala melhor do que essa. Mas eu adorei o visual “Cavaleiros do Zodíaco” dos deuses! (O diretor declarou em entrevistas que é fã dos Cavaleiros e homenageou a série com o design dos deuses.)

Mas considerei Fúria de Titãs um ótimo filme, apesar de seus defeitos. É um filme que prende a atenção e cativa pelas sacadas legais de roteiro (a história de fundo do rei Acrísio, representado pelo competente Jason Flemyng, é um dos pontos altos do filme, e não existe no original) e pelo visual e design de produção maravilhosos que, ouso dizer, dígnos de um Oscar. Louis Leterrier dirige o filme com vigor, sempre com a câmera em movimento e comanda bem as cenas de ação, apesar de se entregar de vez em quando ao vício da câmera tremida.

Os efeitos especiais são de ponta e os monstros impressionam pelo seu realismo.Os atores se esforçam para transformar seus personagens em criaturas tridimensionais (exceto Gemma Arterton, que ainda precisa de algumas aulas de atuação. Mas ela é linda e é só minha OK?). Liam Neeson e Ralph Fiennes roubam a cena, como já era de se esperar desses, com o perdão do trocadilho, Titãs do cinema atual. Sam Worthington exagera um pouco nos gritos e na voz de Batman, mas está bem, e Mads Mikkelsen está ótimo como o chefe da guarda que acompanha Perseu.

E desde já eu afirmo que eu quero os modelos da Medusa, dos Escorpiões e do Kraken na minha mesa! Compre um saco bem grande de pipoca e vá ver Fúria de Titãs sem medo de ser feliz. É infinitamente superior ao seu original. Mas assista em 2D normal mesmo porque todo mundo diz que o 3D convertido é um saco, e eu resolvi acreditar nesse povo! =D. Quanto ao filme, dou lhe uma nota 8,5.

GuValente ansiava secretamente pela aparição de Kratos em alguma parte do filme