Archive for dezembro, 2010


Últimas [Review] de 2010!!

Salve salve Pessoas!

Vamos a nossa retrospectiva de 2010 neste um ano de Action NerdsNOOOOOOT.

Estou passando hoje só para fazer algumas considerações finais e alguns avisos importantes sobre o final de ano e começo de 2011. Em primeiro lugar, queria agradecer todo o carinho e as visitas que vocês fizeram ao AN durante seu um ano de vida. Os mais de 38 mil acessos são méritos nossos por produzir conteúdo que agrada e de vocês por sempre passarem por aqui!

Nestes 177 posts – praticamente 1 matéria a cada 2 dias  – falamos sobre muitos filmes, animações, revistas em quadrinhos, livros e tirinhas, o carro-chefe e a primeira ideia para que o AN pudesse existir. Agradeço também aos 530 comentários (até agora) sobre os assuntos escolhidos e que nos ajudaram a criar sempre mais.

Nesse clima de despedida, posso dizer que estamos felizes pela equipe que o Action Nerds conseguiu neste ano. Assim como fico feliz em anunciar que estamos procurando colaboradores para o próximo ano. Quem se interessar, gostar de escrever e estiver disposto a participar e interagir com o blog, deixe um comentário abaixo que nós entramos em contato, ou pelo e-mail: action.nerds@gmail.com com o assunto: Colaboradores!

Este ano também foi muito próspero pelas duas grandes parcerias que o AN fez com a Devir e a Hasbro, nos enviando material para divulgação, como livros de RPG, plataformas de jogos, assim como tabuleiros de Monopoly de diferentes regiões. Obrigado e que 2011 tenha mais jogos, mais diversão e mais reviews nossos por aqui.

De momentos mais marcantes em 2010, uma grande ajuda de Guilherme Briggs e Fran Briggs – nosso casal inspirador (que conhecemos no Anime Dreams 2010) – para divulgação das tirinhas, review e matérias especiais. Não podendo esquecer claro da Liberdade Day, onde conheçemos o pessoal do weRgeeks e do Nerdrops e, um carinho acima do comum para o pessoal d’A Vida com Logan. Nós adotamos o Loirinho e o Max como afilhados e vocês sempre acompanham no Logan’s Weekend.

Para terminar um grande abraço para o pessoal do Papo de Gordo, Cumecamão, Máquina do Tempo, Monalisa de Pijamas, Nerdbox, O Pai do Ano e OmegaStation, que também sempre estão divulgando o AN em links, comentando nos podcasts, ou mandando um abraço pixelado para nós. Aqui está nosso carinho também e – quem sabe! – nos vemos (e conhecemos) na Campus Party 2011. Segue abaixo o link de cada citado, um grande abraço e Vida Longa e Próspera.

Guilherme Briggs

Fran Briggs

weRgeeks

Nerdrops

A Vida com Logan

Papo de Gordo

Cumecamão

Máquina do Tempo

Monalisa de Pijamas

Nerdbox

O Pai do Ano

OmegaStation

PS: voltamos apenas em 10 de janeiro. Uma segunda-feira com muitas novidades! Feliz Ano Novo para todos!!

Equipe Action Nerds está preparada para lutar em 2011. Miau! É isso aí!

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Parte 51 – Happy X-mas!

Salve salve Pessoas!

Antes de mais nada já vamos começar com coisa boa. O resultado do Concurso Cultural Monopoly. Desculpe-nos a demora, houve um erro de correpondências, mas agora recebemos os nomes dos ganhadores: Felipe Vieira e Tato Tarcan. Por favor, entrem em contato com o Action Nerds pelo e-mail abaixo com seus nomes e endereços completos para receberem o Grande Prêmio: um exemplar de Monopoly Cartão Eletrônico cada um! Obrigado a todos que participaram!

Nota: O e-mail: action.nerds@gmail.com está a disposição para vocês nos mandarem dúvidas, sugestões, dicas e também tirinhas. Tem bonecos em casa? Tire fotos, escreva sua ideia no e-mail e mande para cá, que nós iremos publicar. Não tem bonecos, mas tem uma ideia bacana, mande também.

Leo Luz quer ganhar jogos do Steam de presente!

Logan’s Weekend – Parte 3 e 4

Por um breve lapso de memória, percebi que não havia dito aqui no Action Nerds, a visita que Kell e eu fizemos ao pessoal d’A Vida com Logan em setembro – caracterizando a Parte 3 do final de semana. Nossa aventura já começa com a tradicional viagem de trem para Sampa, depois com um pequeno caminho de metrô até o bairro Jardim São Paulo, e para nossa alegria, um sorridente Loirinho nos recebe em sua casa.

Ao chegarmos, a Mi já está fazendo a festa com os baixinhos, armando um verdadeiro estúdio fotográfico com fundo azul e brinquedos coloridos, observada pelo sempre atento Max do berço. Entre uma cola quente e outra, nosso modelos vão se acostumando com a máquina e se sentindo a vontade para sorrir, brincar e aprontar uma bagunça tremenda. E nem os animadores aqui (vulgos Leo Luz e KellxD) escapam dos cliques da Mi, e como eu somos fanáticos por crianças, já imagina a confusão – no bom sentido.

Com a canseira dos tios, é a vez da família entrar em cena com poses, sorrisos, brincadeiras e animações. Claro que tirar aquele retrato básico com todos olhando para câmera e dizendo “Xis” é uma conquista – já que os quatro não param de se mexer – mas eu consegui! No dia seguinte, fizemos uma lasanha especial, receita da minha família, para eles experimentarem e aprovarem os dotes culinários e, modéstia a parte ficou muito boa, acompanhada por uma nova sessão de fotos. Para terminar, Tio Flávio fez uma brusqueta (perfeita) com tomate e queijo de lanche da tarde! Ufa!

Aniversário – na última semana de novembro, Kell e eu arrumamos a mala novamente para São Paulo já que era aniversário do loirinho. \o/ E não vamos recusar a promessa de bolo, brigadeiro e guaraná feita pela Mi, mas antes, preciso comentar do restaurante no qual almoçamos: Padaria Mirante. Mesmo com cara de sofisticado, um serviço de almoço a la carte excelente e de bom preço, recomendo para quem passar pelo bairro Jardim São Paulo.

Voltando à festinha… não iríamos chegar de mãos vazias, logo, compramos um presente para o Logan para duas finalidades (que descobrimos depois): por ser do Toy Story que ele ama, e por ser um brinquedo que irá treinar sua coordenação. Isto é, com o “Tapa Certo”, você pesca as cartas com os personagens da animação e tem que acertar um tapa (com uma mão de plástico) na mesma figura espalhada no chão. E não é que o Loirinho estava conseguindo todas!! \o/ Ah, ele também ganhou roupas e um quebra-cabeças… mas gostou mesmo foi do Toy Story. xD~

Parabéns pra você, nesta data querida! Foi assim que a família foi reunida com participação do Francesco (irmão da Mi), Vô Dódi e avó, tia e primo do Loiro! Max também estava com seu lugar especial na mesa, que tinha um bolo de confetes, Bis, balas, doces, etc, tudo para termos um Papo de Gordo (!) caseiro, e claro, a temática sempre é do Toy Story! Brincadeiras a parte, Kell e eu ficamos nos divertindo com o Max – que queria porque queria ficar de pé – e o Logan dizendo e querendo assistir “Shrek” o tempo inteiro, até que desistiu para brincar com as cartas de Tapa.

Ah, quase esquecendo, eu ‘ensinei‘ (com boas aspas) o Max a engatinhar, ou alguma coisa parecida com isso por uns breves minutos, fazendo todo mundo na casa quase chorar de alegria! \o/ Resta agora, esperar as festas de fim de ano passarem para voltarmos à SP em janeiro para o aniversário de 1 ano do Max – já pensando no presente adiantado -, fazer novas bagunças e assistir Shrek com o Logan, cozinhar para o Tio Flávio e Mi, e quem sabe, ir na Campus Party. ^.^

Leo Luz adoras os afilhados que tem com a Kell



Parte 50 – Você é muito Feia!

Olá terráqueos!

Depois de ficar sem tirinha na última semana – ainda preciso dar um jeito nisso para o ano que vem – voltamos ao horário comercial normal do Action Nerds. Queria agradecer aos acessos que tivemos na última semana e que temos nesta. Em clima de fim de ano, algumas coisas irão mudar para 2011 e, quem sabe, sempre para melhor! That’s All Folks!

Nota: O e-mail: action.nerds@gmail.com está a disposição para vocês nos mandarem dúvidas, sugestões, dicas e também tirinhas. Tem bonecos em casa? Tire fotos, escreva sua ideia no e-mail e mande para cá, que nós iremos publicar. Não tem bonecos, mas tem uma ideia bacana, mande também.

Leo Luz já tem um presente especial de Natal!

[Review] Meu Malvado Favorito

Faz um bom tempo que a ‘fórmula’ Disney, e depois refeita pela Pixar, acabou nos cinemas, onde os heróis eram salvadores da pátria, a princesa indefesa ficava a espera de salvação e os diabólicos vilões maquinavam seus planos perversos. Hoje em dia, as animações para telona deixaram de ter como público-alvo as crianças (e tais contos), e passaram a desenvolver mais seus roteiros para ganhar os pais acompanhantes. A própria Pixar faz isso maravilhosamente bem, colocando pontos fortes em uma história e deixando um pouco o alívio cômico – e criaturas bizarras – para os ‘baixinhos’.

O cinema atual se aproveita das duas fórmulas e não faz feio para ninguém: alimenta os sonhos infantis e coloca uma história envolvente e dramática em tudo. Foi assim com a DreamWorks e seu Shrek; foi assim com a Blue Sky Studios e seu Era do Gelo. Mas seria possível entrar nesse ramo sem bater de frente com todos os envolvidos? E se sair bem?

Respondo com uma certeza absoluta e agora mesmo: sim!

Meu Malvado Favorito (Despicable Me, no original) é a animação de estreia da novata no mercado, Illumination Entertainment, empresa fundada pelo ex-presidente da 20th Century Fox Animation, Chris Meledandri, responsável pelos clássicos: A Era do Gelo (distribuidora), Simpsons – O Filme, Robôs, entre outros. Então, nada melhor do que confiar em uma pessoa que conhece o gênero das animações e aposta alto para seu sucesso.

Gru é um vilão diabólico (olha a referência!) que enfrenta qualquer coisa para fazer o que sabe de melhor: roubar… filas e vagas de estacionamento. No filme, descobrimos que alguém anda roubando os monumentos históricos e Gru, na sua melhor forma, só consegue congelar pessoas e ganhar um café mais rápido. Sabendo do caso, e de quem está por trás do mistério, ele resolve promover o maior roubo de todos: encolher a Lua. Mas ele precisa de um pequeno empréstimo no Banco dos SuperVilões para construir seu foguete e usar sua máquina encolhedora.

Nesse meio tempo de espera, Gru conhece Vector, o mais novo supervilão do pedaço, que lhe rouba a arma para encolher a Lua e foge para sua casa cheia de armadilhas. Com o tempo do empréstimo se esgotando, Gru vigia a casa de Vector e bola um plano perfeito: adotar as três pequenas meninas que sempre vendem doces na porta de seu rival, para que elas, Margo, Edith e Agnes, o ajudem a roubar de volta a arma encolhedora e assim realizar o roubo da Lua. Não preciso nem dizer que as três meninas irão mostrar a Gru o quanto é importante ter – e ser – uma família feliz, fazendo-o lembrar de seu passado triste e conquistando um espaço reservado no coração gelado do vilão.

Vale destacar também, que o filme foi pensado para o 3D, não o ‘mágico 3D’ que todos dizem, mas aquele que personagens pulam na sua frente, objetos voam na direção da plateia e as animações ficam mais ricas e fantásticas para as crianças. Pude perceber isso apenas no final do filme (que assisti em 2D mesmo), quando aparece um curta-metragem com os Minions. Nele, os bichinhos amarelos estão a beira de um penhasco e por serem malucos demais, tentam de qualquer forma chegar mais longe do que o outro, utilizando escadas, varas de pesca, andaimes. Tudo em direção ao público e ali, com os óculos de 3D, ficaria muito mais divertido.

A história do filme pode parecer confusa, mas durante os 30 primeiros minutos, vemos tudo isso de uma forma colorida, com ações já esperadas e claro, muita diversão. Destaque para os ajudantes de Gru, os Minions: eles são tão espertos quanto o dono e arrancam boas risadas do público, além de fazer a festa da criançada. Assim com o trabalho muito bem feito da Illumination em trazer uma história nova, personagens marcantes, sem parecer repetitiva e no final, não mudar o rumo do ‘Felizes para Sempre’, Meu Malvado Favorito apresenta em uma hora e vinte minutos o porque da magia de três menininhas em um vilão todo negativo. Nota 9,5!

Leo Luz chora em filmes com histórias marcantes.

[Review] Fringe – 2ª Temporada

Para uma série se sustentar nos Estados Unidos, ela precisa de um bom investimento, boas histórias e – principalmente – uma audiência decisiva para se manter na grade americana. A Fox bancou a ideia de J.J. Abrams, com roteiros de Alex Kurtzman e Roberto Orci (mesma equipe criativa de Lost e de Star Trek) e lançou em setembro de 2008 a primeira temporada de Fringe, que teve seu review publicado aqui no Action Nerds.

Sua segunda temporada foi um pouco conturbada, devido a escolha de um horário e baixa audiência para isso, mas sobreviveu com os episódios finais e hoje, tanto na Fox americana quanto na Warner brasileira, a série está na terceira temporada. Antes de mais nada, o texto não terá spoilers graves, talvez um ou outro passe para explicar uma situação, mas nada que a série já não tenha mostrado ou você tenha visto de curioso, mas este post é uma análise da segunda temporada. Pronto?

Quando ouvi falar de Fringe, sempre tinha algum espertinho dizendo “Ah, ela é igual a Arquivo X“, ou então, “Fringe? É a mesma coisa que Lost na cidade!” Sim e não. Até talvez, mas Fringe é a atual série de sci-fi que deixa os fãs do gêreno aguçados por informações, por notícias e por quererem mais disso. Murder e Scully foram assim. Lost foi assim. Porque não mais uma série entrar nesse rol de importância? Aqui vão os porquês positivos!

Muitos – que veem ou não a série – já sabem que Leonard Nimoy, nosso eterno Spock, participa de Fringe. E isso fica evidenciado entre a primeira e a segunda temporada, e mesmo ele tendo uma pequena participação durante todo o enredo, eu diria que é parte essencial para toda a trama. A agente especial do FBI, Olivia Dunham (Anna Torv), está inquieta com os acontecimentos do Padrão, entre eles, a busca pelo Transmorfo e as próprias respostas de Olivia para os antigos testes de Walter, e isso faz com que cada vez mais ela consiga respostas de quem ela realmente é – e temos aqui uma enxurrada de respostas.

Enquanto isso, a relação entre Peter (Joshua Jackson) e Walter (John Noble) continua caminhando bem com pequenas revelações – aquela pitada de curiosidade – sobre o passado também dos dois. Entre um capítulo e outro da temporada, você percebe que respostas estão sendo dadas, mas o grande porque só será revelado nos últimos episódios – e enfim, são revelados!. A segunda temporada de Fringe é uma ótima continuação do início da série, onde vemos alguns roteiros perdidos, outros mais científicos e muitos outros mais humanos, e são nesses que sua cabeça explode, seus olhos brilham e você começa a ter uma empatia com cada personagem.

Destaque para o trio protagonista que parece escolhido a dedo pelos produtores, assim como o elenco de apoio que ganha mais participações, aparecendo fora dos laboratórios e do trabalho. Por fim, as teorias malucas e as comparações irão continuar até a série terminar, e quem sabe, até mesmo anos depois do final, mas ainda fica se destacando na minha mente os episódios August (2×08) – neste os Observadores têm um papel importante – e a sequencia decisiva do episódio 15 (Jacksonville) até a dupla final #22 (Over There, Part 1) e #23 (Over There, Part 2).

Há boatos de que a série poderia ser cancelada da 3ª para a 4ª temporada, dado à baixa audiência do novo horário – quintas, às 21:00 -, no qual concorre com Grey’s Anatomy e CSI, mas vamos torcer para que seja apenas passageiro e a FOX americana dê o devido crédito e valor para Fringe. A última notícia que temos é que a série irá para a grade americana de sexta-feira. Enquanto isso, ficamos com a Nota 9 para a série (10 seria puxação de saco!) e pensamos: “A realidade é só uma questão de percepção” – Peter Bishop.

Leo Luz viveu o Padrão em um sonho maluco. Ou numa outra realidade.

#SaveFringe

Howdy!

No review que meu amigo Leo fez sobre o livro Ponto de Impacto, ficou prometido um review sobre A Batalha do Apocalipse. Seis meses depois, serei eu quem terá a honra de resenhar ABdA para o Action Nerds. (Nota do Editor: Até porque eu NÃO seria imparcial, e falaria demais).

Escrevo esse review uns cinco minutos depois que li o final de livro e coloquei ele de lado no meu armário, e ainda estou digerindo algumas partes, então me perdoem se eu parecer meio vago. ABdA fez fama por começar a ser vendido de forma indepedente. Só pela repercurssão na internet, o livro vendeu mais de 4.000 cópias. Não demorou muito a ser lançado em escala maior e figurar na lista dos mais vendidos até mesmo da Revista Veja. O lançamento do livro foi tratado quase como um evento cinematográfico. O site continha imagens de artes conceituais, e até mesmo teasers sonoros narrados por famosos dubladores – liderados por Guilherme Briggs – contando trechos do livro com trilha sonora épica ao fundo.

O fenômeno é justificado? Sinceramente tenho minhas dúvidas. (Nota do Editor: Eu também!).

Na Bíblia, diz-se que Deus criou o mundo em seis dias, e descansou no sétimo. Os ‘dias” correspondem a eras inteiras da Terra, e no momento, estamos no sétimo dia, onde Deus está dormindo e o arcanjo Miguel faz as vezes de porta voz do Senhor. Mas Miguel é perverso: ordena desastres e punições severas para a humanidade. Ablon, um dos generais do Paraíso se revolta contra Miguel e organiza uma insurreição, que é traída por Lúcifer.

Ablon é expulso do Paraíso e passa a viver na Terra, presenciando eras e eras da história humana, até chegar no tempo presente do livro (algo em torno de 2014 ou 2017, mas isso sou eu chutando), onde a humanidade está prestes a declarar uma guerra nuclear, deflagrando assim o Apocalipse e iniciando a batalha final no plano dos anjos e dos demônios. Mas Ablon contará com a ajuda de inúmeros aliados, entre eles Shamira, a Feiticeira de En-Dor. Através de seus encontros através do séculos, o amor entre o Anjo e a Feiticeira se intensifica, ganhando ares trágicos ao jurarem que só ficarão juntos quando tudo ficar em paz.

Desde o começo, ABdA assume um caráter épico, com seus cenários grandiosos e os diálogos bastante teatrais, algo que particularmente gosto muito, pois mostra o quanto o autor valoriza a sua obra, sem querer desperdiçar sequer uma linha de diálogo ou de ação e descrição. O enredo do livro é intrincado, e no alto de suas 569 páginas, acontece MUITA COISA, entre a trama principal, as subtramas dos personagens e os flashbacks.

Os flashbacks. Não sei ainda o que pensar deles. Se por um lado, eles enriquecem o passado do par principal de personagens, por outro eles interrompem a narrativa de forma brusca, em momentos urgentes da história. Um exemplo claro é depois que soa a Segunda Trombeta do Apocalipse (de um total de sete), Ablon precisa ir a Jerusalém para encontrar uma entrada para o plano celestial. A sequência seria bastante intensa não fosse o autor interromper a trama com um flashback de quase 14o páginas sobre a primeira aventura de Ablon em Jerusalém. O flashback de Shamira é entediante demais, e poderia ser explicado em umas 5 ou 10 páginas, ao invés das 40 ou 50 que foram usadas.

Mas os flashbacks de Sodoma e Gomorra, do Castelo da Luz e de Ablon no Inferno são excelentes ao servirem melhor aos propósitos da história e sua inserção no livro é natural e pertinente. Esses flashbacks seriam melhor aproveitados se fossem lançados em um livro em separado. Tenho certeza que se nada fosse revelado nesses flashes de Ablon e de Shamira, teríamos um material suplementar interessante. Mas o autor preferiu colocar tudo junto, o que pode confundir um pouco o leitor.

Apesar das cenas de flashbacks quebrarem a narrativa, a trama principal é agitada e apocalíptica. Eduardo Spohr transmite com maestria o clima de fim dos tempos que o livro pede, e a iminência de uma guerra nuclear entre países em conflito ressoa no leitor pelo fato que isso não é inteiramente impossível aqui no nosso cotidiano. Infelizmente, a verdade é essa. A jornada de Ablon e seus aliados anjos é retratada com um ar cinematográfico, onde não se perde tempo com floreios e vai-se direto ao que interessa, quando a narrativa não é interrompida por flashbacks. Os personagens têm suas funções e motivações bem claras, e assim fica fácil para o leitor simpatizar com os heróis e odiar os vilões, embora eles também ganhem sua parcela de simpatia.

O final do livro é épico e intenso, e caso ABdA se tornasse-á um filme, o diretor teria um trabalho digno de Hércules para criar a cena. Mas o fim do livro sofre de um artifício de narrativa que eu não sou muito fã, conhecido como Deus Ex Machina. Isso acontece quando um elemento que não participou da cena faz uma aparição repentina, e traz conclusão aos eventos. Pois bem, no fim do livro temos nada menos que DOIS Deus Ex Machina, o que me incomodou bastante, apesar de serem elementos conhecidos da trama, eles simplesmente apareceram na hora que o autor achou mais convieniente.

A Batalha do Apocalipse é sim um bom livro e prova que aqui no Brasil também temos autores com capacidade de escrever uma história de fantasia instigante. O livro merece a fama mais do que ele representa para a literatura fantástica no Brasil do que por seu enredo e estrutura em si. Sabe quando um músico ou uma banda faz sucesso com uma música só e passa a ser chamado de One Hit Wonder?

Não consigo deixar que Eduardo Spohr conseguiu seu One Hit Wonder. E espero estar errado quanto a isso, pois quero ver mais autores de literatura fantástica brasileira conseguirem o que o autor de ABdA conseguiu. Uma trama movimentada, com personagens interessantes, mas as quebras de narrativa e um final fraco garantem ao livro apenas uma sólida nota 8.

  • Nota do Editor: este blog fica a disposição do autor, Eduardo Spohr, caso ele queria comentar ou corrigir alguma informação passada de forma errônea ou contradita, para um post de réplica ou somente pelos comentários!

GuValente adora ouvir One Hit Wonders.

Participe do Concurso Cultural Monopoly. Clique no banner e responda a pergunta!

Parte 49 – Zumbilândia S.A.

Salve pessoas!

Quarta-feira é dia de tirinha no Action Nerds e hoje, ela está muito bem no horário habitual. Mas antes disso quero lembrar que o Concurso Cultural Monopoly continua durante toda a semana! Clique na imagem aqui em cima e veja como participar para concorrer a DOIS jogos de tabuleiro Monopoly. É uma parceria exclusiva entre o Action Nerds e a Hasbro Brasil! Aproveitem!!

Nota: O e-mail: action.nerds@gmail.com está a disposição para vocês nos mandarem dúvidas, sugestões, dicas e também tirinhas. Tem bonecos em casa? Tire fotos, escreva sua ideia no e-mail e mande para cá, que nós iremos publicar. Não tem bonecos, mas tem uma ideia bacana, mande também.

Leo Luz quer que o Natal cheguei mais rápido este ano!