Category: Cultura


[Review] Cisne Negro

Hooray!

O diretor Darren Aronofsky se tornou um cineasta especializado em retratar todos os tipos de obsessões nas telas. Em “Pi“, a obsessão pela perseguição, em “Requiem Para um Sonho“, por um vício, em “Fonte da Vida“, por um ideal e por fim, no premiadíssimo “O Lutador“, Aronofsky retrata a obsessão de um homem por sua, digamos assim, arte.

Então é correto afirmar que Cisne Negro (Black Swan) é o único filme em que Aronofsky repete o tema da obsessão pela arte. Mas ao invés da luta livre, que é um esporte totalmente masculino, Cisne Negro retrata o balé, uma obra de arte feminina por excelência.

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Cinema News [16/01 a 22/01]

Hooray!

Estreando uma nova coluna no Action Nerds! A ideia aqui é fazer um apanhado das notícias mais quentes e interessantes sobre o mundo do cinema. Trailers, notícias sobre elenco, produção, imagens e cenas dos filmes mais quentes da temporada você encontrará agora semanalmente aqui no Action Nerds.

Estão preparados?


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Últimas [Review] de 2010!!

Salve salve Pessoas!

Vamos a nossa retrospectiva de 2010 neste um ano de Action NerdsNOOOOOOT.

Estou passando hoje só para fazer algumas considerações finais e alguns avisos importantes sobre o final de ano e começo de 2011. Em primeiro lugar, queria agradecer todo o carinho e as visitas que vocês fizeram ao AN durante seu um ano de vida. Os mais de 38 mil acessos são méritos nossos por produzir conteúdo que agrada e de vocês por sempre passarem por aqui!

Nestes 177 posts – praticamente 1 matéria a cada 2 dias  – falamos sobre muitos filmes, animações, revistas em quadrinhos, livros e tirinhas, o carro-chefe e a primeira ideia para que o AN pudesse existir. Agradeço também aos 530 comentários (até agora) sobre os assuntos escolhidos e que nos ajudaram a criar sempre mais.

Nesse clima de despedida, posso dizer que estamos felizes pela equipe que o Action Nerds conseguiu neste ano. Assim como fico feliz em anunciar que estamos procurando colaboradores para o próximo ano. Quem se interessar, gostar de escrever e estiver disposto a participar e interagir com o blog, deixe um comentário abaixo que nós entramos em contato, ou pelo e-mail: action.nerds@gmail.com com o assunto: Colaboradores!

Este ano também foi muito próspero pelas duas grandes parcerias que o AN fez com a Devir e a Hasbro, nos enviando material para divulgação, como livros de RPG, plataformas de jogos, assim como tabuleiros de Monopoly de diferentes regiões. Obrigado e que 2011 tenha mais jogos, mais diversão e mais reviews nossos por aqui.

De momentos mais marcantes em 2010, uma grande ajuda de Guilherme Briggs e Fran Briggs – nosso casal inspirador (que conhecemos no Anime Dreams 2010) – para divulgação das tirinhas, review e matérias especiais. Não podendo esquecer claro da Liberdade Day, onde conheçemos o pessoal do weRgeeks e do Nerdrops e, um carinho acima do comum para o pessoal d’A Vida com Logan. Nós adotamos o Loirinho e o Max como afilhados e vocês sempre acompanham no Logan’s Weekend.

Para terminar um grande abraço para o pessoal do Papo de Gordo, Cumecamão, Máquina do Tempo, Monalisa de Pijamas, Nerdbox, O Pai do Ano e OmegaStation, que também sempre estão divulgando o AN em links, comentando nos podcasts, ou mandando um abraço pixelado para nós. Aqui está nosso carinho também e – quem sabe! – nos vemos (e conhecemos) na Campus Party 2011. Segue abaixo o link de cada citado, um grande abraço e Vida Longa e Próspera.

Guilherme Briggs

Fran Briggs

weRgeeks

Nerdrops

A Vida com Logan

Papo de Gordo

Cumecamão

Máquina do Tempo

Monalisa de Pijamas

Nerdbox

O Pai do Ano

OmegaStation

PS: voltamos apenas em 10 de janeiro. Uma segunda-feira com muitas novidades! Feliz Ano Novo para todos!!

Equipe Action Nerds está preparada para lutar em 2011. Miau! É isso aí!

[Quadrinhos] Carol

Escrever sobre histórias em quadrinhos nunca é tão fácil quanto parece. Até porque, assim como cada pessoa assiste um filme e tem sua versão do fato, nos quadrinhos acontece da mesma forma, a única diferença é que a opinião da pessoa é muito mais expressiva. Quando vi na redação do jornal, um pequeno livro – sim, ele tem 32 páginas -, praticamente quadrado, de uma cor amarela chamativa escrito apenas: Carol, com o nome de Laerte em cima do título, meus olhos brilharam e eu me disse: ‘tem um potencial neste livro’.

Laerte é um dos poucos quadrinhistas brasileiros que paro de fazer qualquer coisa para ler suas histórias, contada de um modo peculiar que deixa você ao mesmo tempo pensativo e brincando com a imaginação. O autor já passou por diversos jornais e revistas do Brasil, sempre com seu traço modesto e sua cores vibrantes, lançando clássicos como Pirata do Tietê – sim, O rio Tietê -, e Chiclete com Banana. Outras histórias famosas também povoam as pessoas, mas de grande importância foram as criadas em conjuntos dos amigos e parceiros Angeli, Adão e Glauco. Este último morto em março deste ano por um maluco em São Paulo.

História – Carol conta a vida de uma garota de 10 anos de idade, de uma imaginação fértil e produtiva que não liga para muita coisa a não ser brincar e se divertir independente da situação. Até mesmo desenhar no rolo de papel higiênico enquanto faz seus números 1 e 2. Com esse humor infantil e ‘sem jeito’, Laerte nos pega de surpresa quando fala de democracia ou história por meio de uma personagem de sorriso no rosto e sua tranças bem feitas, como se ele mesmo estivese educando a pequena ‘filha’.

Me encantei pelo livro/revista porque são nas pequenas coisas que existem os melhores tesouros. Não é um Batman denso que você captura quando lê A Piada Mortal, mas a situação que o fez estar ali. Em Carol acontece da mesma forma. O que uma garota tem a ensinar para as pessoas? Que a vida que ela leva não é tão diferente da nossa, a diferença está em como você olha para esse mundo. Um bicicleta foi feita para rodar o mundo, mas porquê não elas tem pernas ao invés de rodas? É com esse jeitão de Calvin e Haroldo (Calvin & Hobbes para os céticos :P) que vemos o mundo diferente, ou como gostaríamos de ver, mas não assumimos isso.

Carol, Calvin, Hobbes. Todos eles me fazem sorrir quando leio suas histórias, suas aventuras, seus jeitos de verem o mundo. Talvez falte um pouco mais de amarelo berrante, de imaginação fértil e de contos simples para vermos o mundo de forma melhor. Sem esquecer dos problemas que ele nos dá. Nota máxima para Carol.

Leo Luz sempre quis um tigre falante, cartas mágicas e um robô.

“Eu já tenho seu temor. Agora, vou conquistar seu respeito.”

Sempre que pensamos em um Orc, lembramos das criaturas horríveis que a sequencia de filmes Senhor dos Anéis nos mostrou como os Uruk-hai – detentores neutros que se vendiam por ouro de um velho rei ou de um governante, e sempre retratados como aliados ao mal. Mas nunca paramos para analisar como seria a vida deles em sua própria sociedade. É com isso em mente que o respeitado autor Stan Nicholls escreveu a trilogia Orcs, e seu primeiro exemplar saiu este ano pela Panini Books.

Com sucesso crescente, Orcs – Guardiões do Relâmpago vendeu mais de um milhão de cópias por todo o mundo, incluindo Inglaterra, Estados Unidos, Holanda, China, Rússia. E a frase inicial deste post, foi o que mais me chamou atenção para começar a ler, até porque existe uma saturação de heróis bonzinhos e que sempre resgatam a vítima. E depois deste primeiro final do livro, tenho a certeza que terei a trilogia na prateleira de casa. Um aviso aos navegantes, Guardiões não é uma história fechada, está mais para um digno começo de enredo, que eu espero (e muito) não reclamar do final da trilogia – que me lembrou em muito Senhor dos Anéis novamente. Temos todo um arco de história, um ambiente desenvolvido, mas ao longo do livro percebemos que muito ainda está por vir, até porque muitas respostas ficaram pelas páginas.

História: Saídos do terror da ficção medieval antiga para serem os protagonistas de uma conspiração universal, o grupo de guerreiros ‘search&destroy’ mais conhecidos como Lobos Cinzentos – liderados pelo capitão Stryke – está em uma misteriosa missão para sua rainha Jennesta: resgatar um cilindro de cor cobre e de símbolos rúnicos estampados, que ninguém sabe de onde veio e nem para que serve (quando sabemos se transforma no clímax do livro!). Como se não bastasse, a parte sul do mundo em que vivem, Maras-Dantia, está sendo dominada pelas raças brancas, também conhecidos como Humanos, que baseados na religião católica, partem por Maras combatendo as ‘forças malignas’ em uma espécie de Cruzada. Ao norte do continente, a Grande Geleira está invadindo o mundo, trazendo a todos uma época mortal sem precedentes.

Aos poucos, vamos descobrindo o que representa o tal artefato para a Rainha Jennesta, que importânca tem ele no mundo em que os Orcs vivem, e porque as guerras entre tribos de raças estão acontecendo. No meio de tudo isso, um personagem em especial me chamou a atenção: um xamã goblin. Ele é o ponto-chave da história, o elo que representa o pequeno fragmento de história do começo do livro para a continuação até seu final. Com poucas palavras e uma grande explicação, somos jogados para o mundo criado por Stan, caímos de cabeça e a partir daí não tem mais volta.

O que mais me surpreendeu neste livro foi em pensar como um Orc e não como um ser-humano comum. Acompanhar a jornada de Stryke e sua equipe de guerra por Maras-Dantia é fantástico, até porque em Orcs, eles não são aliados do mal, mas matam humanos assim como conhecemos nas histórias. O diferencial é que neste livro há várias respostas para isso, não é pura e simples diversão.

E quando pensamos que a jornada principal está sendo cumprida, recebemos um golpe de mestre (com o perdão do trocadilho!) que mostra a verdadeira intenção do livro: “restaurar a paz há muito tempo perdida e salvar seu povo dos asquerosos humanos” – relaxem que isso está descrito na contra-capa do livro, então sem spoilers. ;D

Infelizmente, apenas Guardiões do Relâmpago saiu no Brasil até o momento deste post, mas espero que a Panini Books continue a trilogia de Stan Nicholls. Seria uma pena disperdiçar uma ótima e fantástica história assim, até porque é raro inverter o papel e enfrentar humanos, pois ‘as lanças dos Lobos Cinzentos os espetarão como porcos nojentos. E mais ricos e mais gordos os orcs terão boa sorte!’ [trecho retirado da canção de marcha tradicional dos bandos de guerra]. Nota 9 para o começo fantástico, veremos até quando!

Leo Luz prefere enfrentar um Orc armado do que 10 kobols sujos.

[Quadrinhos] Coringa

Quando alguém cita a palavra Batman, a primeira HQ que me veem a mente é O Cavaleiro das Trevas. Sua narração detalhista e os traços firmes de Frank Miller deixaram o morcego com uma história mais do que realista, uma história a ser seguida por todos. Mas e quando a insanidade atinge o outro lado e nos deparamos com o Coringa? O que pensar dele? Ele é mesmo um lunático ou apenas é mal entendido pela sociedade de Gotham?

No último Natal, quando abri o presente da Kell, me deparei com um sorriso vermelho, dentes amarelos e uma pele branca me encarando em uma HQ de capa dura, intitulada Coringa. Já tinha ouvido falar nesta HQ e visto algumas artes conceituais, mas nunca tinha pensado em comprar, e quando tinha em mãos olhei a parte de trás, que dizia: ‘…o Coringa estava sendo liberado do Asilo Arkham’. E meus olhos brilharam.

História – somos apresentados a Jonny Frost e sua (simples) missão: esperar o Palhaço do Crime do lado de fora do asilo. Por alguma razão, os médicos tinham encontrado uma cura para sua doença e decidiram que os dias de sol quadrado não o faziam bem. Jonny é ‘escolhido’ para ir buscá-lo e começar uma vida como capanga do maior vilão dos quadrinhos – pelo menos o mais sem noção. Enquanto isso, o Coringa quer apenas recuperar seu status de criminoso entre o submundo do Gotham e conta com a ajuda de alguns velhos conhecidos do público do morcego para isso.

Com uma equipe de premiados, Coringa é um exemplo de história bem contada associada a mais perfeita arte produzida. Brian Azzarello cuida com carinho do roteiro, mostrando um Palhaço insano, demente e muito parecido com o mesmo de Heath Ledger, no filme The Dark Knight. Lee Bermejo ultrapassa os limites criando pinturas ao invés de quadrinhos, me lembrando muito Alex Ross, dando ao roteiro um realismo incrível, assim como os altos níveis de nanquim preto para fazer os detalhes. Sem contar a ótima tradução de Fabiano Denardin e Rodrigo Barros (sem aportuguesar nada), com letramentos feitos por Fernando Chakur e Tomás Troppamir – equipe brasileira da Panini Comics.

No fim, podemos dizer que Coringa entra para a seleta lista de histórias do Batman que tentam entender seu universo. Piada Mortal é o grande clássico sobre o Palhaço, mas Coringa é uma das veias principais para a mente doentia dele. Falando em doença, a HQ revela, nas últimas páginas, qual a cura para o vilão, em uma história onde o protagonista é um homem comum, que também estava atrás de seu ego pessoal: Jonny Frost.

Leo Luz quer descobrir do que é feito o Padrão.

[Quadrinhos] Eu Sou a Lenda

Em 1954, o autor Richard Matheson lançou um livro que tinha uma simples premissa:  mostrar a rotina do último humano vivo na Terra em um futuro próximo depois que os demais habitantes do planeta sucumbiram à uma praga similar ao vampirismo. Matheson aproveitou a premissa para fazer um fascinante estudo de personagem, no caso aqui, Robert Neville.

O livro Eu Sou a Lenda já foi adaptado três vezes para o Cinema com enfoques diferentes de acordo com a época. Vincent Price viveu Neville nos anos 60, Charlton Heston nos anos 70, e mais recentemente o astro Will Smith deu vida ao personagem no filme lançado em 2007 e dirigido por Francis Lawrence (Constantine). Eu já vi os três filmes e li o livro. Posso afirmar com certeza que o melhor Robert Neville que eu já vi, é aquele que foi ilustrado por Elman Brown e roteirizado por Steve Niles no álbum em quadrinhos lançado pela Editora Devir em julho passado, de mesmo nome.

Apesar de ter sido publicado agora, o álbum foi lançado nos States em 1991 e pouca gente sequer sabe que existe uma adaptação de Eu Sou a Lenda em HQs. Uma pena, pois perdem uma obra prima do terror onde o roteirista Steve Niles consegue criar um clima ainda mais angustiante do que consegue em sua excelente série 30 Dias de Noite, apesar de se manter extremamente fiel ao texto original de Richard Matheson.

A solidão de Neville (desenhado de modo a lembrar levemente o ator Charlton Heston) é retratada com angústia e realismo por Niles e a cada página que passamos com ele, compartilhamos da suas dúvidas, de seus medos, de seus pesadelos, e principalmente de seus quase inexistentes momentos de alegria, como no maravilhoso momento em que Neville vê um lindo cãozinho pela primeira vez desde que a humanidade se tornou uma população de vampiros.

Vale lembrar que os vampiros de Eu Sou a Lenda são cruéis, tem mentalidade primitiva, e só querem saciar sua sede de sangue. Entre os vampiros destaca-se o personagem secundário Ben Cortman, com seus insistentes gritos de “Saia daí, Neville” à frente da casa do protagonista, tornando a vida de Robert cada vez mais desesperadora, não importa o quanto ele ouça música clássica no volume máximo ou faça revestimento acústico. Os vampiros estão lá fora e Neville não tem como fugir.

Apesar de ser uma história em quadrinhos, há poucas falas diretas dos personagens. Quase 90% do texto do livro é dedicado à narração da rotina de Neville, em quadros brancos apenas com o texto, tornando o álbum um tipo interessante de livro-gibi. A arte impactante e monocromática de Elman Brown dá o tom desolado e pessimista da narrativa, cujo final irá deixar o leitor pensativo por um bom tempo antes de fechar o livro-gibi.

Eu Sou a Lenda é a pedida perfeita pra quem gosta de terror angustiante aliado a um bom roteiro e desenhos perfeitos. Nota máxima!

GuValente iria saquear todas as locadoras da cidade se fosse o último sobrevivente da Terra.

Game News [06/09 a 12/09]

Olá pessoas queridas! Gostaríamos de avisar que o @Drugue está tão louco com o famoso TCC na faculdade que internamos o cara neste hospício. E já que o assunto é maluquice, vamos para a primeira notícia sobre games dessa semana:

Velho-novo vídeo Batman Arkhan City

Batman: Arkham City é sequência do aclamado Arkham Asylum, lançado em 2009 e baseado no universo do Cavaleiro das Trevas criado pela editora DC Comics. A história deste novo jogo se passa um ano após os eventos do anterior, porém nem Arkham ou a prisão Blackgate estão em condições para manter os presos. Parte das favelas de Gotham são compradas e se transformam na nova cena de jogo. Um teaser foi divulgado no Videogame Awards 2009 com o Coringa novamente rindo da sua cara.

Tron Bonne está no elenco de “Marvel vs. Capcom 3”

E não para de aumentar a lista de lutadores de Marvel vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds. A novidade desta vez é a adição de Tron Bonne, personagem de Mega Man Legends, que foi revelada em um trailer divulgado recentemente pela Capcom. Tron Bonne é uma garota que desenvolve máquinas e faz parte de uma família de piratas, ganhando um jogo próprio chamado The Misadventures of Tron Bonne e já é conhecida dos fãs em Marvel vs. Capcom 2: New Age of Heroes. O título está previsto para sair no segundo trimestre de 2011, para Xbox 360 e PlayStation 3.

Pac-Man usa 111 pessoas para recriar jogo clássico

Uma câmera, 111 pessoas e muitas camisetas coloridas. O vídeo abaixo faz parte do projeto Game Over do artista Guillaume Reymond que transforma pessoas em pixels e personagens de jogos. Para produzir a filmagem abaixo (feita em stop motion), os participantes gravaram durante quatro horas seguidas em um cinema na Suíça. Confira outros trabalhos do cara aqui.

Tokyo Game Show 2010 promete ‘novo capítulo’ nos games

Os fãs de games já estão contando nos dedos as horas para o streaming live do aguardado evento oriental do gênero: a Tokyo Game Show, maior feira do Japão e segundo maior mercado de jogos eletrônicos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. A edição deste ano será nessa semana, entre os dias 16 e 19 de setembro e traz o divertido slogan: “o novo capítulo dos games”, endereçado às novas tecnologias do mercado: Kinect, Move e o 3D.

Festival gamer – Os cosplayers são presença marcante na feira, e neste ano, a organização preparou mais eventos aos fãs do culto de se vestir como personagens de videogame e desenho animado. Vários nomes internacionais foram convidados pela organização, assim como será realizado um campeonato da categoria.

Beta de novo “Assassin’s Creed” atrasa para outubro

Ezio iria, sem dúvida nenhuma, bater na porta de casa nesta segunda-feira, mas a produtora francesa Ubisoft acabou com minhas expectativas. Ela anuncou no final de semana que a demonstração em fase Beta do multiplayer de Assassin’s Creed: Brotherhood sofrerá atraso, chegando com exclusividade ao PlayStation 3 em 8 de outubro. O beta teste exclusivo inclui nove diferentes personagens e dois mapas, um na cidade de Roma e outra em Castel Gandolfo, localizada em Lacio, Itália. O jogo completo chega aos consoles Xbox 360 e PlayStation 3 em 19 de novembro e os jogadores de PC terão de esperar seu lançamento para o primeiro quadrimestre de 2011, ainda sem data definida.

Sequência terá protagonista de “FF XIII”

A Square Enix revelou a continuação de seu jogo de luta com os personagens da franquia Final Fantasy na última edição da revista semanal japonesa Shonen Jump. Nomeado como Dissidia Duodecim: Final Fantasy chegará para PSP em 2011 e, segundo a publicação, o jogo terá muitos novos personagens e dois já foram revelados: Lightning, a protagonista de “Final Fantasy XIII” e Kain de “FFIV”. A Square Enix ainda não veio à público dizer se Dissidia Duodecim estará presente durante a Tokyo Game Show, entretanto um dos envolvidos no projeto, disse que a empresa vai mostrar “algo espetacular”.

Notas:

“Halo: Reach” venderá mais que “Call of Duty: Black Ops”, acredita Microsoft. O homem forte do Xbox no Reino Unido confia na expectativa dos fãs pelo novo jogo da série “Halo”. “Vai ser uma luta muito difícil, mas creio que venderemos mais que eles, sim. Mais de 34 milhões de pessoas compraram jogos da série ‘Halo’, então acredito realmente que essas pessoas vão querer jogar ‘Halo: Reach'”, diz. (se esse cara tem culhões para dizer isso, ok neh… )

Demonstração de “PES 2011” vem em 15 de setembro para PS3 e PC. A prévia permite escolher entre quatro times para disputar em partidas de 10 minutos contra outro jogador ou desafiando os esportistas controlados pelo computador.  “Pro Evolution Soccer 2011” conta ainda com a inclusão de narrações e comentários feitos por Silvio Luiz e Mauro Beting, respectivamente, além da inclusão da Copa Libertadores da América. (mercado da bola eletrônica disputando espaço entre os brasileiros também! ;D)

Equipe Action Nerds está pronta para a batalha. =^.^= Miau! É isso ae!

[Literatura] Uma Princesa de Marte

Howdy!

O termo literatura de pulp, polpa em inglês,  surgiu como um nome carinhoso ao tipo de papel onde eram impressas as histórias lançadas neste formato, que começou em 1896 e foi até a metade do século XX. O papel era extraído da polpa da madeira e custava mais barato às editoras. O livro ou revista sempre saía amarelado, e as editoras faziam pouco caso dos livros e revistas pulp, cortando mal os papéis e as vezes até mesmo cortando palavras ou passagens dos textos. As histórias desses livros davam ênfase a narrativas de detetives e histórias situadas em outros planetas, onde o desenho da capa do livro era de vital importância para o desenvolvimento visual da narrativa.

As histórias eram sempre carregadas de romance, ação, donzelas em perigo, heróis de moral inquestionável e narrativas de origem sobrenatural ou alienígena. Heróis como o Fantasma e o mago Mandrake, ambos criados por Lee Falk foram inspirados pela ideologia pulp e suas histórias românticas de heroísmo deliciosamente exagerado. Mas, sem dúvida nenhuma, a mãe de todas as histórias da literatura pulp é o livro Uma Princesa de Marte, e seu protagonista, John Carter.

Escrito por Edgar Rice Burroughs (criador de Tarzan), publicado pela primeira vez nos EUA em 1917, e no Brasil pela editora Aleph em 2010, Uma Princesa de Marte narra a história do ex-confederado John Carter, que após a Guerra Civil americana, decidiu acumular fortuna tornando-se um minerador em procura de ouro. Quando Carter encontra uma estranha caverna, seu corpo sofre uma projeção astral e inexplicavelmente vai parar em Marte, onde a gravidade permite que dê saltos incríveis.

Aos poucos, John Carter vai conhecendo o povo de Marte (o planeta é chamado de Barsoom por seus habitantes e logo por Carter também) e seus costumes, seu idioma, suas intrigas políticas e suas paisagens. O ponto de partida da ação é quando Carter se apaixona pela princesa marciana Dejah Thoris, uma típica donzela em perigo por quem ele lutará inúmeras batalhas, irá declarar seu amor por ela inúmeras vezes, vencerá vários obstáculos, e mudará o curso da vida de Marte para sempre.

O livro contém uma interessante introdução ficcional do autor, onde revela que o manuscrito de Uma Princesa de Marte lhe foi entregue por John Carter em pessoa, e não permitindo sua publicação por 21 anos após sua morte. E depois dessa introdução, somos guiados pela ágil história como se o próprio John Carter estivesse sentado ao lado do leitor, contando sua incrível história em Marte. Ou melhor, Barsoom.

A leitura é prazerosa e divertida, e Burroughs não deixa cair o ritmo da ação, narrando sequencias de batalhas extremamente empolgantes que fariam Star Wars parecer um filme de fundo de quintal. Temos aqui uma aventura bem romântica, com duelos entre os barsoomianos verdes e vermelhos, lutas em arenas, batalhas sangrentas de exércitos de 150 mil barsoomianos, tudo isso pontuado pelos personagens exóticos e apaixonantes do livro, com nomes bizarros como Tars Tarkas, Sola, Woola, Tal Hajus, Kantos Kan, adicionando mais elementos aventurescos ao livro. E este é reconhecido por inúmeros grandes nomes da sci-fi como sendo a obra que lhes inspirou a começar a escrever, incluindo Ray Bradbury, Arthur C. Clarke, Robert Heinlein e Carl Sagan.

A Pixar fará a sua estreia em cinema live-action adaptando justamente Uma Princesa de Marte para estrear nos cinemas em 8 de junho de 2012. Lá fora, o filme se chama John Carter of Mars e terá direção de Andrew Adamson (de Shrek e As Crônicas de Nárnia) e contará com Taylor Kitsch e Lynn Collins nos papéis principais, além de nomes de peso como Willem Dafoe, James Purefoy, Mark Strong, Dominic West e Samantha Morton. A Pixar escolheu bem em adaptar este livro, pois o visual dele é muito forte e fica bem fácil imaginar uma empresa como ela lidando com os cenários grandiosos que Uma Princesa de Marte terá.

Uma Princesa de Marte vale a leitura pelo seu sabor de aventura de matinê de sábado. Edgar Rice Burroughs criou uma história atemporal, que sobreviveu, e que a cada ano ganha novos fãs querendo se aventurar nas planícies vermelhas de Marte. Ou se preferir, Barsoom. Nota máxima!

GuValente quer derrotar o vilão, salvar o mundo, e ficar com a garota no final da história. E ficar podre de rico durante o caminho.

Na primeira metade dos anos 80, o lançamento do filme Blade Runner trouxe às pessoas um novo conceito de sci-fi: o cyberpunk. O cyberpunk é um movimento que se dedica à interação homem-máquina e suas implicações físicas e filosóficas no ponto de vista do ser humano, e não raras vezes, do ponto de vista da própria máquina também. Gosto de pensar que se foi Blade Runner que abriu as portas do movimento cyberpunk ao mundo, o livro Neuromancer escancarou os portões de uma vez só.

Neuromancer foi a primeira obra de sci-fi a explorar o conceito do ciberespaço e da matrix como uma alucinação em massa. Só que ao contrário do filme dos irmãos Wachowski, a matrix aqui é tratada como uma rede neural de informações, onde é possível saber tudo sobre tudo.

Os cowboys são homens privilegiados que podem andar na matrix à vontade, roubando dados de grandes corporações para seus empregadores ricos. Um desses cowboys, Henry Case, tentou ser mais esperto que seus patrões, e por resultado, perdeu suas conexões com a matrix. Vivendo numa espiral de autodestruição, drogas e comportamento suicida, Case é resgatado de uma cidade do Japão por Molly, uma bela samurai de rua que tem olhos de prata, lâminas retráteis nas unhas e não leva desaforo pra casa. Eles devem realizar um trabalho encomendado pelo misterioso Armitage. A natureza do trabalho vai sendo revelada aos poucos pelo livro e não pretendo estragar a surpresa aqui.

William Gibson escreveu aqui uma história intrigante, cujo rumo é impossível de determinar capítulo após capítulo. Sua prosa é envolvente, sagaz e de difícil acesso numa primeira leitura, tanto que faço este review depois de ter lido Neuromancer pela segunda vez. Gibson mistura elementos díspares entre si como megacidades, corporações misteriosas, loucura pós-guerra, vida pós-morte na matrix, conexões via linhas telefônicas, uma colônia de rastafáris chamada Zion (inspirando o cenário similar na trilogia Matrix) e uma inteligência artificial cuja sede é… o Rio de Janeiro!

Partindo do ponto de onde Blade Runner começou, Neuromancer ajudou a popularizar o gênero cyberpunk que até hoje é reverenciado. O cinema constantemente retira inspirações do livro e dois exemplos famosos são as séries Matrix e Exterminador do Futuro, discutindo o sempre pertinente tema do relacionamento Homem x Máquina. O livro de William Gibson é inovador e interessante, e até hoje seu estilo de ficção não foi igualado nem pelo próprio autor, que continuou a explorar o universo de Neuromancer em mais dois livros com histórias independentes, Count Zero e Mona Lisa Overdrive.

Neuromancer ganha nota máxima com certeza e mal posso esperar pela oportunidade de relê-lo.

GuValente ficou tão doidão com Neuromancer que não faz a menor idéia do que colocar no final do post.