Category: Geek


[Review] RED – Aposentados e Perigosos

Salve salve!

Eu já posso dizer que 2010 foi o ano dos filmes baseados em histórias em quadrinhos, assim como o ano de remakes dos filmes clássicos de 70/80. Teve testosterona pura caindo das telas com Esquadrão Classe A e, claro, Os Mercenários, além de muita fantasia e efeitos especiais em Homem de Ferro 2 e Kick-Ass. Mas, um filme passou despercebido, por entre as sessões de final de ano, que pouca gente comentou e que existe um grande elenco envolvido: RED – Aposentados e Perigosos.

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[Literatura] Duna, de Frank Herbert

Hooray!

Se tinha algum lançamento literário que eu estava mais aguardando em 2010, foi sem dúvida a republicação da obra-prima da ficção científica Duna, do autor Frank Herbert. Anunciada no primeiro semestre de 2010, a publicação atrasou vários meses devido a problemas internos, mas em novembro a excelente editora Aleph, que vem se especializando em publicar ficção científica de qualidade no Brasil, publicou Duna com excelente acabamento gráfico e tradução nova e refinada nas mãos de Maria do Carmo Zanini.

E que livro, meus amigos. Que livro!

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Game News [17/01 a 23/01]

Salve salve!!

Eu juro que tentei me controlar, mas qualquer lugar que fossemos buscar informações sobre jogos, a Nintendo dominava com a sua demonstração de novos jogos e do portátil do momento: o 3DS. Então nada mais justo que começar o post de hoje, falando – em resumo – das melhores notícias dele e claro, entre outras quase do mesmo nível. Teremos novidades também no PlayStation 3, jogos como Gran Turismo 5, além de contas no Steam e claro, sem nada de Xbox 360.

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[Tirinhas] 02/2011

Goooood Morning Pessoas!

Começamos 2011 esquentando os motores especialmente para cada post por aqui e coisas muito mais surpreendentes têm acontecido conosco. Aos poucos, vamos contando e mostrando aqui no AN. Porque tudo envolve o blog direta e indiretamente! Falando em novidades, acompanhenos pelo nosso Twitter: @ActionNerds e fiquem ligados! Já nessa imagem abaixo é um spoiler da tirinha! Enjoy!

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Game News [10/01 a 16/01]

Salve salve amigos terráqueos!

Mais uma missão para o Action Nerds (acompanham o Twitter?) de hoje é divulgar Nintendo, PlayStation, Xbox 360, Steam e E3 na mesma manchete. Tratar de games é até fácil comparado ao mundo de informação banal que existe, mas unir útil e agradar à todos é uma questão de honra por aqui. Sem mais delongas, vamos para o Game News desta segunda-feira, lembrando que esta semana ainda teremos no AN: Review de cinema, mais uma Tirinha versão 2011 e Quadrinhos para terminar!

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[Review] Fringe – 2ª Temporada

Para uma série se sustentar nos Estados Unidos, ela precisa de um bom investimento, boas histórias e – principalmente – uma audiência decisiva para se manter na grade americana. A Fox bancou a ideia de J.J. Abrams, com roteiros de Alex Kurtzman e Roberto Orci (mesma equipe criativa de Lost e de Star Trek) e lançou em setembro de 2008 a primeira temporada de Fringe, que teve seu review publicado aqui no Action Nerds.

Sua segunda temporada foi um pouco conturbada, devido a escolha de um horário e baixa audiência para isso, mas sobreviveu com os episódios finais e hoje, tanto na Fox americana quanto na Warner brasileira, a série está na terceira temporada. Antes de mais nada, o texto não terá spoilers graves, talvez um ou outro passe para explicar uma situação, mas nada que a série já não tenha mostrado ou você tenha visto de curioso, mas este post é uma análise da segunda temporada. Pronto?

Quando ouvi falar de Fringe, sempre tinha algum espertinho dizendo “Ah, ela é igual a Arquivo X“, ou então, “Fringe? É a mesma coisa que Lost na cidade!” Sim e não. Até talvez, mas Fringe é a atual série de sci-fi que deixa os fãs do gêreno aguçados por informações, por notícias e por quererem mais disso. Murder e Scully foram assim. Lost foi assim. Porque não mais uma série entrar nesse rol de importância? Aqui vão os porquês positivos!

Muitos – que veem ou não a série – já sabem que Leonard Nimoy, nosso eterno Spock, participa de Fringe. E isso fica evidenciado entre a primeira e a segunda temporada, e mesmo ele tendo uma pequena participação durante todo o enredo, eu diria que é parte essencial para toda a trama. A agente especial do FBI, Olivia Dunham (Anna Torv), está inquieta com os acontecimentos do Padrão, entre eles, a busca pelo Transmorfo e as próprias respostas de Olivia para os antigos testes de Walter, e isso faz com que cada vez mais ela consiga respostas de quem ela realmente é – e temos aqui uma enxurrada de respostas.

Enquanto isso, a relação entre Peter (Joshua Jackson) e Walter (John Noble) continua caminhando bem com pequenas revelações – aquela pitada de curiosidade – sobre o passado também dos dois. Entre um capítulo e outro da temporada, você percebe que respostas estão sendo dadas, mas o grande porque só será revelado nos últimos episódios – e enfim, são revelados!. A segunda temporada de Fringe é uma ótima continuação do início da série, onde vemos alguns roteiros perdidos, outros mais científicos e muitos outros mais humanos, e são nesses que sua cabeça explode, seus olhos brilham e você começa a ter uma empatia com cada personagem.

Destaque para o trio protagonista que parece escolhido a dedo pelos produtores, assim como o elenco de apoio que ganha mais participações, aparecendo fora dos laboratórios e do trabalho. Por fim, as teorias malucas e as comparações irão continuar até a série terminar, e quem sabe, até mesmo anos depois do final, mas ainda fica se destacando na minha mente os episódios August (2×08) – neste os Observadores têm um papel importante – e a sequencia decisiva do episódio 15 (Jacksonville) até a dupla final #22 (Over There, Part 1) e #23 (Over There, Part 2).

Há boatos de que a série poderia ser cancelada da 3ª para a 4ª temporada, dado à baixa audiência do novo horário – quintas, às 21:00 -, no qual concorre com Grey’s Anatomy e CSI, mas vamos torcer para que seja apenas passageiro e a FOX americana dê o devido crédito e valor para Fringe. A última notícia que temos é que a série irá para a grade americana de sexta-feira. Enquanto isso, ficamos com a Nota 9 para a série (10 seria puxação de saco!) e pensamos: “A realidade é só uma questão de percepção” – Peter Bishop.

Leo Luz viveu o Padrão em um sonho maluco. Ou numa outra realidade.

#SaveFringe

Howdy!

No review que meu amigo Leo fez sobre o livro Ponto de Impacto, ficou prometido um review sobre A Batalha do Apocalipse. Seis meses depois, serei eu quem terá a honra de resenhar ABdA para o Action Nerds. (Nota do Editor: Até porque eu NÃO seria imparcial, e falaria demais).

Escrevo esse review uns cinco minutos depois que li o final de livro e coloquei ele de lado no meu armário, e ainda estou digerindo algumas partes, então me perdoem se eu parecer meio vago. ABdA fez fama por começar a ser vendido de forma indepedente. Só pela repercurssão na internet, o livro vendeu mais de 4.000 cópias. Não demorou muito a ser lançado em escala maior e figurar na lista dos mais vendidos até mesmo da Revista Veja. O lançamento do livro foi tratado quase como um evento cinematográfico. O site continha imagens de artes conceituais, e até mesmo teasers sonoros narrados por famosos dubladores – liderados por Guilherme Briggs – contando trechos do livro com trilha sonora épica ao fundo.

O fenômeno é justificado? Sinceramente tenho minhas dúvidas. (Nota do Editor: Eu também!).

Na Bíblia, diz-se que Deus criou o mundo em seis dias, e descansou no sétimo. Os ‘dias” correspondem a eras inteiras da Terra, e no momento, estamos no sétimo dia, onde Deus está dormindo e o arcanjo Miguel faz as vezes de porta voz do Senhor. Mas Miguel é perverso: ordena desastres e punições severas para a humanidade. Ablon, um dos generais do Paraíso se revolta contra Miguel e organiza uma insurreição, que é traída por Lúcifer.

Ablon é expulso do Paraíso e passa a viver na Terra, presenciando eras e eras da história humana, até chegar no tempo presente do livro (algo em torno de 2014 ou 2017, mas isso sou eu chutando), onde a humanidade está prestes a declarar uma guerra nuclear, deflagrando assim o Apocalipse e iniciando a batalha final no plano dos anjos e dos demônios. Mas Ablon contará com a ajuda de inúmeros aliados, entre eles Shamira, a Feiticeira de En-Dor. Através de seus encontros através do séculos, o amor entre o Anjo e a Feiticeira se intensifica, ganhando ares trágicos ao jurarem que só ficarão juntos quando tudo ficar em paz.

Desde o começo, ABdA assume um caráter épico, com seus cenários grandiosos e os diálogos bastante teatrais, algo que particularmente gosto muito, pois mostra o quanto o autor valoriza a sua obra, sem querer desperdiçar sequer uma linha de diálogo ou de ação e descrição. O enredo do livro é intrincado, e no alto de suas 569 páginas, acontece MUITA COISA, entre a trama principal, as subtramas dos personagens e os flashbacks.

Os flashbacks. Não sei ainda o que pensar deles. Se por um lado, eles enriquecem o passado do par principal de personagens, por outro eles interrompem a narrativa de forma brusca, em momentos urgentes da história. Um exemplo claro é depois que soa a Segunda Trombeta do Apocalipse (de um total de sete), Ablon precisa ir a Jerusalém para encontrar uma entrada para o plano celestial. A sequência seria bastante intensa não fosse o autor interromper a trama com um flashback de quase 14o páginas sobre a primeira aventura de Ablon em Jerusalém. O flashback de Shamira é entediante demais, e poderia ser explicado em umas 5 ou 10 páginas, ao invés das 40 ou 50 que foram usadas.

Mas os flashbacks de Sodoma e Gomorra, do Castelo da Luz e de Ablon no Inferno são excelentes ao servirem melhor aos propósitos da história e sua inserção no livro é natural e pertinente. Esses flashbacks seriam melhor aproveitados se fossem lançados em um livro em separado. Tenho certeza que se nada fosse revelado nesses flashes de Ablon e de Shamira, teríamos um material suplementar interessante. Mas o autor preferiu colocar tudo junto, o que pode confundir um pouco o leitor.

Apesar das cenas de flashbacks quebrarem a narrativa, a trama principal é agitada e apocalíptica. Eduardo Spohr transmite com maestria o clima de fim dos tempos que o livro pede, e a iminência de uma guerra nuclear entre países em conflito ressoa no leitor pelo fato que isso não é inteiramente impossível aqui no nosso cotidiano. Infelizmente, a verdade é essa. A jornada de Ablon e seus aliados anjos é retratada com um ar cinematográfico, onde não se perde tempo com floreios e vai-se direto ao que interessa, quando a narrativa não é interrompida por flashbacks. Os personagens têm suas funções e motivações bem claras, e assim fica fácil para o leitor simpatizar com os heróis e odiar os vilões, embora eles também ganhem sua parcela de simpatia.

O final do livro é épico e intenso, e caso ABdA se tornasse-á um filme, o diretor teria um trabalho digno de Hércules para criar a cena. Mas o fim do livro sofre de um artifício de narrativa que eu não sou muito fã, conhecido como Deus Ex Machina. Isso acontece quando um elemento que não participou da cena faz uma aparição repentina, e traz conclusão aos eventos. Pois bem, no fim do livro temos nada menos que DOIS Deus Ex Machina, o que me incomodou bastante, apesar de serem elementos conhecidos da trama, eles simplesmente apareceram na hora que o autor achou mais convieniente.

A Batalha do Apocalipse é sim um bom livro e prova que aqui no Brasil também temos autores com capacidade de escrever uma história de fantasia instigante. O livro merece a fama mais do que ele representa para a literatura fantástica no Brasil do que por seu enredo e estrutura em si. Sabe quando um músico ou uma banda faz sucesso com uma música só e passa a ser chamado de One Hit Wonder?

Não consigo deixar que Eduardo Spohr conseguiu seu One Hit Wonder. E espero estar errado quanto a isso, pois quero ver mais autores de literatura fantástica brasileira conseguirem o que o autor de ABdA conseguiu. Uma trama movimentada, com personagens interessantes, mas as quebras de narrativa e um final fraco garantem ao livro apenas uma sólida nota 8.

  • Nota do Editor: este blog fica a disposição do autor, Eduardo Spohr, caso ele queria comentar ou corrigir alguma informação passada de forma errônea ou contradita, para um post de réplica ou somente pelos comentários!

GuValente adora ouvir One Hit Wonders.

Participe do Concurso Cultural Monopoly. Clique no banner e responda a pergunta!

Concurso Cultural Hasbro [Monopoly]

Olá olá olá Pessoal!

Que rufem os tambores porque neste final de ano, o Action Nerds em parceria com a Hasbro Brasil terá um grande presente para vocês. Um não. Dois grandes presentes!! E quem não iria gostar de ganhar um presentão de Natal de Monopoly? Depois do grande retorno que tivemos com o primeiro Concurso Cultural Hasbro (aqui), com as review de Monopoly Deal e Monopoly Brasil, hoje lançamos aqui no blog, o….

Concurso Cultural Hasbro!

Como funciona? Em parceira com a Hasbro, o Action Nerds tem orgulho de começar a segunda campanha e concurso cultural, onde os vencedores levam para casa o jogo de tabuleiro mais fantástico do mundo: Monopoly Cartão Eletrônico. Para participar é muito fácil, basta ser criativo e mandar para o nosso e-mail: action.nerds@gmail.com com o título no campo Assunto: Concurso Cultural Hasbro, a resposta da pergunta abaixo:

“Para se tornar o homem mais rico do mundo,
como você pagaria suas contas?”

Não adianta responder nos comentários, estamos de olho! Só iremos validar as respostas que chegarem em nosso e-mail, de acordo com as regras aqui postadas, e o vencedor irá receber uma notificação e a divulgação de Nome e/ou Apelido aqui no Action Nerds, divulgados na próxima sexta-feira, dia 10 de dezembro! Então iluminem as ideias e conquistem esse jogo! Parentes, conjuges ou familiares dos participantes deste blog – assim como respostas ofensivas ao caráter – estão, automaticamente, desclassificados! ;D

Tempo: O concurso terá duração de uma semana, contando a partir de hoje, dia 30 de novembro, e vai até a próxima terça-feira, dia 7 de dezembro, valendo enviar suas respostas até às 23h59 de terça! Depois disso, iremos desconsiderar qualquer e-mail enviado.

Vencedor: Todas as respostas serão enviadas para a Hasbro, e são eles quem decidem os ganhadores, da resposta mais criativa e inteligente, claro sempre dentro da regras.

Prêmio: A novidade fica por conta que os donos das DUAS melhores frases ganharão um jogo Monopoly Cartão Eletrônico cada um, isto é, você tem duas vezes mais chances de ganhar! O jogo tem a novidade de não utilizar mais nenhum dinheiro de papel, somente um cartão de ‘débito’ e uma máquina calculadora, grantindo assim a diversão e entrando na era eletrônica.

Participem, cruzem os dedos, criem suas frases e Muito Boa Sorte aos dois futuros vencedores! /o/

Action Nerds quer jogar todos os Monopolys possíveis!

WarZone [BoardGame] Monopoly Brasil

Esse post era para ter saído logo após o Dia das Crianças, mas como o Action Nerds estava promovendo uma verdadeira maratona com o Livro do Jogador 2, da Devir (aqui), não ficaria justo interromper o WarZone de RPG para falar sobre o melhor BoardGame – ou jogo de tabuleiro – do mundo, quiçá do universo. Mas vamos à saga do jogo.

No mês de agosto (aqui), nós do AN e a Hasbro Brasil montamos uma parceria e premiamos um felizardo com produtos da empresa: o vencedor do Concurso Cultural levou o jogo Risk para casa, além de um squeeze personalizado. Depois disso, perto do Dia das Crianças, a sede do AN recebeu, na surpresa, os jogos Monopoly Brasil e Monopoly City para brincar e se divertir com os amigos. E dito e feito, reunimos um pessoal em casa e ficamos TRÊS horas jogando Monopoly Brasil. Tudo isso para começarmos esta review.

Minha infância foi bem divertida, dado que muito jogos de tabuleiro estavam em grande fase nos anos 90, e pude acompanhar de perto desafios e brincadeiras que hoje, vejo estar ‘fora de moda’. Porém, os jovens de 20, 25 anos, de hoje ainda se reunem e compartilham dessas brincadeiras, agora de forma mais séria e desafiadora. Não lembrava muito bem como funcionava regras e conceitos do jogo, mas com os amigos e o manual ajudando tudo ficou claro na mesa. Dinheiro distribuido, peças escolhidas e prontas: vamos aos dados.

Monopoly Brasil tem as mesmas regras do original e as diferenças – claro – são as localizações no tabuleiro, como Fernando de Noronha, Elevador Lacerda, Ópera de Arame, Maracanã, entre vários outros, assim como aeroportos e taxas monetárias. Seu objetivo? Comprar os lotes do tabuleiro da mesma cor e criar seu império dentro daquilo: casas, alugueis e hotéis, e fazer com que seus adversários percam dinheiro e entrem em falência. Até aqui está tranquilo, porque o jogo apenas começou, você quer comprar tudo o que vê pela frente e, às vezes, se perde com tanta carta de posse, mas começa a ficar interessante quando você está de olho na posse do adversário e quer comprá-la.

Não importa o que faça, venda ou troque posse, você vai precisar de muita lábia – e dinheiro – para conseguir uma ‘troca de favores’ e ganhar o jogo. Claro que nessa de arriscar tudo, hipotecar casas e convencer as pessoas a comprarem lotes, a equipe do Action Nerds ficou três horas na mesa, jogando o que tinha direito. Das 4 pessoas presentes, eu fui o segundo a desistir e decretar falência, já que não tinha como vender meus lotes e pagar a dívida ao banco e a Kell teve uma disputa acirrada e, no final, acabou levando a melhor, fazendo nosso amigo ir a falência em 5 minutos, vencendo o jogo.

Se formos pensar somente na diversão, Monopoly Brasil ganha um destaque incrível, conseguindo prender o jogador até o limite do erro. De seu próprio erro. No meu caso, eu fiquei igual um louco no começo do jogo e não pensei muito nas consequencias futuras, comprando tudo o que via, mas consegui me manter por um bom tempo já que Monopoly é também um jogo de estratégia. Um movimento a mais, você fica sem dinheiro, ou sem posse para negociar e, está aí, o desafio do jogo. Monopoly Brasil de cara parece muito simples, mas precisa de muita calma e pensamento focado na estratégia para vencer. Imagino quando formos jogar a outra caixa guardada, quase semelhante, onde esse império é montar uma cidade fictícia.

Querem diversão garantida, pensamentos rápidos e uma reunião de amigos na sua casa, num sábado à noite sem nada na televisão? Monopoly Brasil e Monopoly City são as opçõs certas para isso. Claro que esse último ainda precisa ser desvendado. Nota máxima para a Hasbro e à esse produto incrível.

Leo Luz agora sabe que não se pode vender todos os aeroportos.

Confira mais fotos da jogatina:

Howdy!

Foi preciso coragem pra entrar na loja de HQs daqui de Jundiaí, e desembolsar 80 dinheiros pra comprar este encadernado de luxo da maxissérie Camelot 3000. Pra fazer isso, é preciso uma boa dose de loucura, falta de amor pelo seu bolso, e uma intuição aguçada para detectar bons álbuns de quadrinhos com roteiros aliados a desenhos maravilhosos. Ainda bem que até agora, essa minha intuição não falhou.

Camelot 3000 foi publicado de 1982 a 1985 pela DC Comics, como parte de um mercado diferenciado por suas maxisséries com histórias sem ligação nenhuma com os personagens da editora. A obra foi roteirizada por Mike Barr (de Batman – Filho do Demônio) e ilustrada pelo excelente Brian Bolland (de nada mais nada menos que A Piada Mortal, também com o Batman).

No ano 3000, a Terra foi invadida por alienígenas com um propósito bem simples, destruir ou escravizar a raça humana, ponto final. O centro da invasão é em Londres, onde os humanos se esforçam como podem para conter a ameaça alien. Uns combatem, outros ajudam os sobreviventes, outros pesquisam maneiras de lutar contra a invasão. Nesse cenário, o jovem arqueólogo Tom Prentice acaba de presenciar a morte de seus pais em uma ofensiva alienígena. Ao se esconder nos subterrãneos de Glastonbury Tor, Tom acorda ninguém menos que o Rei Arthur! O rei parte para Stonehenge acompanhado de Tom, para despertar o mago Merlin e assim trazer os mais importantes membros da antiga Távola Redonda à vida, mas não sem antes recuperar sua espada Excalibur.

É aqui que o roteirista Mike Barr começa a dar dimensões maiores ao seu contexto. A rainha Guinevere acorda no corpo da comandante da resistência humana; Sir Lancelot no corpo de um rico filantropo cuja mansão se torna a nova Camelot;  Sir Percival no corpo de um meta-humano irracional; Sir Galahad em um samurai em desgraça; Sir Kay em um humano sobrevivente, e Sir Tristão no corpo de uma mulher prestes a se casar. Tristão ganha mais destaque no roteiro por sua condição singular de homem preso em um corpo de uma mulher, deixando-o em dúvida de sua própria sexualidade, numa reviravolta interessantíssima para um cavaleiro do rei Arthur. Os outros cavaleiros também ganham personalidades bastantes distintas e passados igualmente interessantes.

As velhas intrigas também retornam, como o triângulo amoroso entre Arthur, Guinevere e Lancelot, e a eterna inveja da perversa Morgana Le Fay; meia-irmã do rei Arthur e principal vilã da história ao lado de Jordan Matthew, um oficial corrupto das Nações Unidas que almeja poder absoluto. O roteirista é bem sucedido em misturar os arquétipos medievais em um contexto de ficção científica, fazendo um ato puramente medieval como a nomeação de um cavaleiro com a espada no ombro surgir natural e condizente com um cenário onde alienígenas, grandes naves e tiros a laser dominam por absoluto.

O tratamento aos personagens é impecável e apesar de alguns terem mais destaque que outros, Mike Barr nunca nos faz perder tempo com eles, mantendo-nos interessados em seus dramas pessoais tão bem inseridos no contexto da simples história “Terra invadida por aliens hostis”. Os vilões aliens apesar de parecerem meros recursos de narrativa durante boa parte da história, ganham seu momento perto do fim da obra, provando que não estão ali só pra enfeitar. O roteiro ainda reserva brilhantes participações de Mordred, filho bastardo de Arthur; e Isolda, amante de Tristão, que não se importa nem um pouco com a  aparência feminina do amor de sua vida.

Quem já leu A Piada Mortal sabe que Brian Bolland dispensa comentários. Ele traz um visual bem clássico à obra com seus personagens lindamente desenhados e não é possível imaginar outro ilustrador comandando o visual de Camelot 3000.

Resumindo: uma história repleta de ação, sem sacrificar a complexidade de seus personagens clássicos. A história do Rei Arthur já foi contada de inúmeras maneiras, mas apenas Camelot 3000 ousou mostrar como seria o retorno deste personagem que até hoje povoa o imaginário não só da Inglaterra, mas do mundo todo. Nota máxima!

GuValente agradece a Leo Luz por dedicar a tirinha de semana passada a ele.